Duplicação da BR-101 Sul deve ficar para fim de 2016, segundo estudo da Fiesc

Duplicação da BR-101 Sul deve ficar para fim de 2016, segundo estudo da Fiesc

Florianópolis, 16.12.11 – Além da vidas ceifadas, qual o prejuízo causado ao Estado pela demora nas obras de duplicação da BR-101 em Santa Catarina? Para chegar ao montante, a Federação das Indústrias de Santa Catarina (Fiesc) encomendou um estudo para universidades, o qual deve estar pronto no primeiro semestre de 2012.
Nesta quinta-feira, a quarta análise realizada pela Saporiti Engenharia reafirmou o final de 2016 como prazo de término da obra ligando Palhoça (SC) a Osório (RS).
— Temos ainda cinco anos de obras, o que além das perdas em vidas significa prejuízos na economia catarinense. Hoje, temos setores que contabilizam perdas, como o das transportadoras, mas precisamos mensurar isso para pensar em um ressarcimento pelo governo federal —observou o presidente da Fiesc, Glauco José Côrte.
O levantamento será encaminhado ao Ministério dos Transportes e gabinete da presidente Dilma. Conforme o engenheiro Ricardo Saporiti, os principais entraves para a conclusão continuam sendo os túneis do Morro dos Cavalos, a ponte do canal de Laranjeiras, o túnel do Morro do Formigão, a duplicação e acessos de Laguna, além da recuperação de três pontes:
— Entregar trecho asfaltado é uma coisa. Recuperar ponte antiga é outra, pois isso significa trancar o tráfego. As restaurações são imprescindíveis e temos números divergentes dos dados oficiais do DNIT —observou Saporiti.

Licenciamento e projetos executivos inconclusos

O relatório mostram que dos 260 quilômetros de trecho duplicados, restam ainda 39. A restauração da pista antiga atingiu 188 dos 240 km, sendo 39 remanescentes. Das 60 passarelas projetadas, somente 24 foram executadas. Em termos de viadutos, reconheceu Saporiti, o ritmo foi mais acelerado: somente quatro dos 34 previstos estão por fazer.
O estudo aponta que o processo de licenciamento ambiental e projetos executivos dos túneis sob o Morro dos Cavalos, ainda estão inconclusos. O início das obras da construção da ponte estaiada no Canal de Laranjeiras está na dependência do licenciamento ambiental de instalação, enquanto que o túnel de transposição do morro do Formigão aguarda novo processo licitatório.
A contratação das obras de duplicação e acessos de Laguna ainda aguarda conclusão do processo. As contratações das recuperações das pontes sobre os rios Tubarão, Sertão dos Correias e Cubículos, ainda estão indefinidas.
Com relação ao ritmo das obras do lote 29 (Araranguá a Sombrio), cuja estimativa de conclusão é para dezembro de 2012, o estudo mostra que a construção das duas pontes sobre o rio Araranguá não começou.
Saporati questionou a demora da obra:
— Não deve ser um problema técnico, mas sim de gerenciamento de recursos —sugeriu.

Dnit não se manisfesta

O Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit) em Florianópolis, por meio da assessoria de imprensa, disse que não iria se manifestar sobre a análise da Fiesc. Um dos motivos seria o fato de não ter recebido oficialmente o levantamento. Mas discordou que o problema tenha origem financeira.
Para o Dnit, a demora se deve também à complexidade da obra que por ser de um órgão federal tem uma burocracia muito grande, como prazos e licenças. O rompimento de contrato com uma empresa, por exemplo, pode levar até um ano.
Mas o resultado do trabalho não vai causar surpresas à direção do órgão no Estado. O atraso no andamento obra de duplicação da BR-101 já foi assumido pelo Dnit em outubro. Comparando os estudos do Dnit e da Fiesc se percebem diferenças.
Os lotes 22 e 23, conforme previsão, do Dnit, deveriam estar concluídos neste mês. A estimativa Fiesc é para dezembro de 2012, por causa de obras críticas como reforços e alargamentos das pontes antigas sobre os rios Maciambú, Paulo Lopes, Cova Triste, Penha e Araçatuba.
No lote 25, situação semelhante: O Dnit planejou a entrega para julho 2012, um ano antes do que diz a Fiesc. Também ali precisam de obras críticas, como o viaduto de acesso ao km 37 e pontes sobre o Rio Capivari.
Na ocasião, o superintendente João José dos Santos assumiu que não seria possível entregar a restauração de oito quilômetros das faixas antigas, em Palhoça, este ano, como previsto anteriormente. Prometida para dezembro, a conclusão ficará para março de 2012.
Fonte: Angela Bastos/ Diário Catarinense

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