Vice-presidente da Fetrancesc defende a integração de modais para agilizar o transporte

Vice-presidente da Fetrancesc defende a integração de modais para agilizar o transporte

Itajaí, 22.11.11 – Integrar os diferentes modais para garantir maior qualidade e agilidade no transporte de cargas do Brasil. Este foi o consenso do debate com o tema Cabotagem versus Transporte Rodoviário, durante o Fórum NetMarinha, evento que ocorreu paralelo à quarta edição do Itajaí Trade Summit (ITS) 2011, em Itajaí, no dia 17 de novembro.
O vice-presidente da Federação das Empresas de Transportes de Cargas e Logística no Estado de Santa Catarina (Fetrancesc), Clodomir Ribeiro Alves, participou do debate com o representante do Porto Itapoá e empresas armadoras Log-in e Mercosul Line, quando analisaram quais as melhores opções de transporte para oferecer eficiência ao trabalho logístico e de comércio internacional no Brasil.
“A cabotagem não poderá levar o navio até o interior do Brasil e tão pouco até a porta do cliente, como um supermercado, portanto é importante e necessário o transporte rodoviário de carga”, explica Alves.
O debate reuniu cerca de 200 empresários e profissionais que atuam nas áreas de transporte, comércio internacional e logística e teve como ponto forte o consenso de que a melhor opção para o transporte de cargas está na multimodalidade, ou seja, é necessário integrar o serviço de cabotagem com o rodoviário, para garantir maior eficiência na logística. Com a integração entre transporte rodoviário e cabotagem é possível oferecer maior qualidade de trabalho para os caminhoneiros.
O vice-presidente da Fetrancesc observa que, desta forma, o transporte rodoviário poderia ficar centralizado em regiões ou estados, sem a necessidade de fazer a destinação de cargas em longos percursos interestaduais. Alves afirma também que a modalidade rodoviária representa 61,1% do transporte de cargas do Brasil, contra 13,6% que é feito através de hidrovias, segundo pesquisa realizada pela Confederação Nacional do Transporte (CNT).
Buscar alternativas de movimentação para o transporte de carga é uma das grandes preocupações de operadores logísticos e a indústria no país, uma vez que a principal forma de transporte do país enfrenta gargalos, como estradas lotadas, má conservação das rodovias, atrasos nas entregas e custos que poderiam ser reduzido, com outros modais.
No Fórum, a cabotagem foi apontada como uma das possibilidades para contornar este cenário e como uma medida de alternativa ao transporte rodoviário e possui vantagens, tais como frete mais barato e redução do risco de roubo e avaria de cargas.
Diferente da navegação de longo curso, realizada entre portos de países diferentes, a cabotagem ocorre entre portos marítimos do mesmo país. Dentro deste contexto, os participantes debateram questões tarifárias e de regulamentação. Patrício Júnior, diretor do Porto Itapoá defende o posicionamento que não existe diferença entre navegação de longo curso para a cabotagem. Já Fábio Siccherino, diretor comercial da Log-In e Cláudio Marcos Rosa, gerente geral de operações da Mercosul Line, levantaram a necessidade de facilitar a regulamentação para obter navios, considerada uma das grandes dificuldades, ao lado da falta de mão-de-obra especializada, para impulsionar esta modalidade de transporte.


 

Sul Trade Summit

O ITS é um evento destinado a profissionais de empresas exportadoras, importadoras, prestadoras de serviços e equipamentos, o evento promove o intercâmbio e a aproximação entre empresas de diferentes segmentos dos setores de transporte, logística e comércio internacional, além do debate sobre os segmentos, em fóruns e palestras e reunir 82 expositores. Em 2012, o evento será realizado nos dias 20 e 21 de julho e passará a se chamar Sul Trade Summit, reforçando seu posicionamento na região Sul.
Fonte: Imprensa NetMarinha/ Katherine Dalçóquio da Silva/ Imprensa Fetrancesc

Compartilhe este post