Florianópolis, 26.8.11 – O Conselho Regional de Engenharia, Arquitetura e Agronomia (Crea/SC) começou ontem uma inspeção na BR-101 Sul para verificar a regularização das obras e conferir a situação dos desvios, onde ocorrem a maior parte dos acidentes no trecho – conforme a Polícia Rodoviária Federal (PRF). A vistoria é realizada a pedido do Ministério Público Federal (MPF) de Tubarão.
Ontem, o Crea percorreu os lotes 22, em Palhoça; 23, em Paulo Lopes; e o 25, entre Capivari de Baixo e Laguna. A equipe do conselho foi aos escritórios e canteiros de obras e, em princípio, não encontrou nenhuma irregularidade grave.
O gerente de fiscalização do Crea, Paulo Ruaro, afirmou que serão avaliadas as condições dos desvios, como o pavimento e sinalização provisória. Mas já adiantou: o maior problema são os motoristas, que trafegam em alta velocidade, desrespeitando as placas de redução. Somente no primeiro semestre, houve 40 mortes no trecho em duplicação.
A vistoria dos lotes 26, em Tubarão, e 29, em Araranguá, serão realizadas hoje, com a presença de integrantes do Ministério do Trabalho, que vão conferir as condições dos operários.
– Vamos fazer o raio X da rodovia e, se tiverem irregularidades, encaminharemos às autoridades – prometeu o presidente do Crea, Raul Zucatto.
Morro dos Cavalos pode ter quatro faixas
Ontem, na Câmara dos Deputados, o deputado federal Ronaldo Benedet (PMDB) pediu ao Ministério dos Transportes para construir mais uma faixa provisória no Morro dos Cavalos, em Palhoça, onde já existem três.
– Sabemos que o túnel duplo não ficará pronto nos próximos cinco anos. Duplicar a pista é uma saída para não passarmos mais um verão nas intermináveis filas.
Anel mais longo não sai, diz ANTT
A luta de lideranças da Grande Florianópolis para que a construção do contorno viário da BR-101 – entre Biguaçu e Palhoça – ser de acordo com o projeto antigo não será fácil.
Nesta semana, as lideranças pediram uma audiência à Agência Nacional dos Transportes Terrestres (ANTT) para cobrar a proposta do anel mais longo – do km 178 ao 220. Mas a agência afirma que não há como mudar, porque o contrato com a concessionária Autopista Litoral Sul já prevê o trecho mais curto.
Em nota, a ANTT afirma que só existe um projeto desde o início da licitação da concessão, com início no km 196,1 e término no km 220. A agência ainda informou que a complementação do contorno no sentido Norte, até o km 175 (e não 178, como cobrado pelas entidades), refere-se a um estudo do Departamento Nacional de Estradas de Rodagens (antigo DNER, hoje Dnit) e que nunca teria feito parte do contrato de concessão.
Sobre as críticas à prorrogação da entrega da obra de 2012 para 2015, a ANTT diz não concordar e alega que só houve uma “postergação” para providenciar projetos, licença ambiental e desapropriações.
Fonte: Diário Catarinense