Florianópolis, 25.8.11 – O projeto para transformar as marginais da BR-101, entre Biguaçu e Palhoça, em vias semiexpressas e que prevê a redução de 18 quilômetros do contorno viário de Florianópolis não convenceu lideranças da região. Ontem, em uma reunião promovida pela Associação Comercial e Industrial de Biguaçu (Acibig), as lideranças decidiram lutar pela proposta antiga. O Tribunal de Contas da União (TCU) também está de olho na mudança e fez uma auditoria no contrato, que está para ser encaminhado ao relator em Brasília.
Representantes da Secretaria de Desenvolvimento Regional da Grande Florianópolis, líderes empresariais de Biguaçu e da Federação das Indústrias de Santa Catarina (Fiesc) consideraram inadequada a proposta apresentada em junho pela Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) e Autopista Litoral Sul.
De acordo com a Autopista, o encurtamento da extensão do contorno de 42 quilômetros para 24 quilômetros é mais interessante porque prevê o aumento das marginais da rodovia. Um estudo feito pela concessionária apontou que os usuários potenciais do anel viário representam 16 mil veículos por dia, ou seja, menos de 11% dos 150 mil carros que passam diariamente na BR-101 entre Biguaçu e Palhoça. A Autopista defende criar uma via entre a pista principal e as marginais entre Barreiros e Forquilhinha, em São José. Essa seria a via semiexpressa (veja mapa ao lado). A promessa é de que a mudança reduziria de 25 minutos para sete minutos o tempo para percorrer o corredor.
O prefeito de Biguaçu, José Castelo Deschamps, afirmou que o tráfego pesado chega a 50% e considera a alteração uma tentativa da empresa de reduzir custos. Para ele, o projeto original, que prevê o anel viário entre o km 178, no Rio Inferninho, em Biguaçu, e o km 220, próximo ao pedágio de Palhoça, é o ideal para diminuir o trânsito. O traçado atual começa no km 196.
– A entrada do contorno ficará na área mais urbanizada. Não vai adiantar nada. Muitos caminhões nem vão querer passar pelo contorno, pois não seria vantajoso dar uma volta maior para se livrar de um trecho curto de alto tráfego – observa.
Fonte: Roberta Kremer/ Diário Catarinense (24.8.11)
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