Florianópolis, 14.7.11 – O Brasil tem 16,8 mil quilômetros de fronteiras secas (áreas que não são delineadas por um rio, lago ou canal e são totalmente terrestres), com 10 países da América do Sul. Nesta área, existem cerca de 27 mil militares divididos em pelotões e Organizações Militares. O Exército não tem um levantamento de quantos catarinenses estão entre essas tropas.
Para o coronel do 63º Batalhão de Infantaria do Exército Ridalto Lúcio Fernandes, este número é suficiente nas fronteiras e está consolidado, pois, além do envio frequente de contingente das regiões Sul e Sudeste, houve a criação recente de novas unidades operacionais.
Segundo ele, o aumento do efetivo nestes locais acontece graças a incentivos financeiros oferecidos se propõem a atuar nas fronteiras. Mas, estudiosos acreditam que o efetivo nesta região ainda deixa a desejar.
Para Vinícius Costa Formiga Cavaco, autor de artigos sobre o tema e diplomado da Escola Superior de Guerra, seriam necessários mais tropas e investimentos nas fronteiras.
– O Brasil, hoje, tem outras pendências para serem resolvidas em esfera federal. Além de ser difícil convencer a sociedade de que é preciso investir nas Forças Armadas – considera Cavaco.
Para ele, além do envio de mais militares é recomendável uma maior profissionalização de pessoal.
Para o coronel Fernandes, a preparação oferecida pelo Exército é adequada e nos casos de militares que vão para fronteiras, varia conforme o lugar, podendo durar semanas ou meses.
– Quem vai para a Floresta Amazônica, por exemplo, precisa de um treinamento mais intenso de sobrevivência na selva, enquanto quem vai para regiões secas recebe outro tipo de preparação – explica.
Os militares que se habilitam para trabalhar nas fronteiras secas recebem indenização, ajuda de custo e têm aumento de salário. O incentivo faz parte do projeto Calha Norte criado na década de 1990, pelo Ministério da Defesa para que o envio de tropas deixasse de ser obrigatório.
O Ministério anunciou recentemente a criação de uma nova estratégia que pode melhorar e auxiliar o exército na proteção das fronteiras nacionais, o Sistema Integrado de Monitoramento de Fronteiras (Sisfron).
Fonte: Diário Catarinense
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