SC vai buscar R$ 400 milhões para obras nos trechos das rodovias onde ocorrem mais acidentes

SC vai buscar R$ 400 milhões para obras nos trechos das rodovias onde ocorrem mais acidentes

Florianópolis, 9.5.11 – O governo de Santa Catarina vai buscar R$ 400 milhões da União para restaurar dois mil quilômetros de rodovias estaduais e fazer obras nos 127 pontos onde ocorrem mais acidentes. Na próxima semana o secretário de Infraestrutura, Valdir Cobalchini, deve ir ao Rio de Janeiro entregar a carta-consulta para a obtenção do financiamento ao Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES).
Na próxima sexta-feira, Cobalchini entrega o projeto para a obtenção do recurso ao governador Raimundo Colombo.  Em seguida, marcará uma audiência com o presidente do BNDES, Luciano Coutinho.
— Vamos atrás de recurso para fazer um grande programa de melhoria das nossas estradas para diminuir os acidentes e deixar de ser reconhecido como o estado onde ocorrem mais mortes no trânsito — diz o secretário.
Ainda este ano serão investidos R$ 40 milhões do tesouro do Estado para intervir na pavimentação. Na próxima semana, devem ser lançados os editais de licitação dos projetos de recuperação dos três primeiros trechos de rodovias a serem recuperados:  32 quilômetros da SC-458, entre a BR-116 e Campo Belo do Sul; 91 quilômetros da SC-468, entre Chapecó e São Lourenço, e 70 quilômetros da SC-303, entre Fraiburgo, Videira e Joaçaba. Além da restauração, essas vias receberão terceira faixa.
— São eixos que integram regiões e que estão em piores condições, rodovias importantes para escoamento dos produtos granjeiros, como a SC-468, que liga o Paraná à Chapecó — expõe Cobalchini.
O  plano do governo é terminar a restauração dos dois mil quilômetros de rodovias, ou seja, 40% de toda a malha viária, até o final do mandato, em 2014.  A seleção está sendo feita com base em levantamento da Polícia Militar Rodoviária (PMRv) e  do Departamento de Infraestrutura (Deinfra), que elencaram os locais em piores condições de tráfego.
– Como já perdemos quase seis meses do ano, em 2011 devemos executar dez por cento do projeto que visa restaurar as rodovias mais problemáticas — justifica.
O programa de revitalização é inédito no Estado e considerado urgente, já que o governo anterior, de Luiz Henrique da Silveira, priorizou asfaltar os acessos aos municípios que contavam apenas com estradas de chão,  deixando de lado a manutenção das pavimentadas já existentes.
(Clique aqui e veja a tabela com os pontos mais violentos)

Editais serão lançados em 2011

A expectativa do governo é resolver o problema de 20 pontos críticos, do total de 127 diagnosticados pela Polícia Militar Rodoviária (PMRv), ainda este ano. Uma medida importante, já que são nesses locais que ocorrem mais acidentes.
Pelo ranking da PMRv, o ponto mais crítico em Santa Catarina é o km 25 da SC-452, entre a BR-153 e Herciliópolis, no Meio-Oeste, com seis acidentes, alcançando 108,21 pontos na Taxa de Acidentes de Trânsito (TAT), índice que calcula a periculosidade de um trecho da rodovia, com base no número de acidentes sem vítimas, com feridos e com mortes. A rodovia com mais locais perigosos é a SC-438, no Sul do Estado, onde existem 11 pontos de grande risco.
— As obras de melhorias nos pontos críticos serão feitas com a construção de um trevo, de uma intercessão, passarelas e reavaliação de curvas. Com certeza, vamos diminuir bastante o número de acidentes no Estado. Os primeiros editais para os projetos serão lançados ainda este mês — promete Cobalchini.
Somente em 2010, foram registrados 10.829 acidentes nas estradas estaduais. Desses,1.583, ou seja, 10%, ocorreram nos 127 pontos críticos. Fonte: Diário Catarinense

Estradas assassinas

  • Carta-consulta para a obtenção de financiamento de R$ 400 milhões visando à execução de um inédito programa de revitalização de 2 mil quilômetros de rodovias estaduais vai ser entregue esta semana, no BNDES, pelo secretário da Infraestrutura, Valdir Cobalchini. Este projeto, que prevê novo pavimento e sinalização moderna, dará prioridade, na primeira fase, aos 127 pontos críticos existentes, e que são responsáveis por 70% dos acidentes em todo o Estado. São as estradas assassinas. O diagnóstico foi feito pela Polícia Militar Rodoviária, com base em estatísticas e registros de ocorrência em 10 anos. O trabalho foi analisado pelos técnicos do Deinfra para a execução de projetos de correção de traçados, alteração de níveis, proteção aos usuários e várias obras de engenharia. Revela, também, as condições em que os acidentes aconteceram e tem fotos ilustrativas.
    O secretário lançará o pacote rodoviário no dia 13 de maio Pretende obter aprovação para a execução imediata do programa para iniciá-lo antes dos recursos do BNDES. Diz que já tem R$ 50 milhões do orçamento do Estado para atacar as áreas consideradas mais críticas. Ficou mais determinado à realização desses serviços depois que o Dnit revelou que SC é um dos estados com maior número de vítimas em acidentes rodoviários. Os engenheiros do Deinfra estão sugerindo uma nova concepção na revitalização das estradas. Vão incluí-las dentro de um contexto mais amplo do turismo, da preservação cultural, da integração e da mobilidade.

    NOVA PONTE

  • O governo catarinense está concluindo a execução do BID-5. Este tipo de programa de financiamento do Banco Interamericano do Desenvolvimento, que promoveu o desenvolvimento do Estado e garantiu uma malha rodoviária, também sofrerá alterações. Os dirigentes do banco descartam o BID-6. Propõem um novo empréstimo para rodovias, dentro de uma concepção de “eixos de desenvolvimento”. Eles seriam identificados por regiões de baixo índice de desenvolvimento humano, que poderiam mudar o perfil econômico-social com a construção de novas rodovias.
    O secretário Valdir Cobalchini vai convocar o Deinfra, o Dnit e os prefeitos de Florianópolis, Palhoça, Biguaçu e São José para uma reunião esta semana. Quer reunir todos os estudos existentes sobre a mobilidade na região e as obras que estão sendo programadas. Objetivo: evitar dispersão de recursos, conflitos viários e até desperdício de trabalho. Neste momento, dois consórcios estão analisando propostas sobre o sistema viário Ilha-Continente. A Prosul, contratada pelo governo do Estado para tratar da nova ligação, está com o estudo praticamente concluído. Pelo que se informa no Deinfra, a alternativa seria a construção de uma quarta ponte, entre o trapiche da Beira-Mar Norte, na Ilha, e uma nova Beira-Mar Continental, após a Escola de Aprendizes Marinheiros e continuidade direta pela BR-101 duplicada. O consórcio Essen-Sotepa-Iguatemi, contratado pelo Dnit, estuda a quadruplicação da Via Expressa de acesso a Florianópolis e que liga as duas pontes à BR-101. Ali, a ideia que está prevalecendo é de propor a construção de uma ponte estaiada entre as atuais Colombo Salles e Pedro Ivo.
    Ouvido sobre estas opções, Cobalchini disse ser favorável a ambas e confirmou sua preferência no governo pela nova ponte saindo da Beira-Mar, pois desafogaria o trânsito do Centro da Capital. O secretário procura integrar todos os estudos. O problema é que o secretário regional, Renato Hinnig, anunciou para esta semana a assinatura de contrato para a elaboração do projeto do metrô de superfície sobre a Ponte Hercílio Luz. A obra não é de sua área e o tal metrô continua sendo sonho de uma noite de verão. Fonte: Moacir Pereira

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