Chapecó, 28.4.11 – A Cooperativa dos Transportadores Coletivos de Passageiros e Cargas do Oeste Catarinense (Cotraoca) está preocupada com a sequencia de aumentos nos preços dos combustíveis. O retorno da inflação é um dos principais temores da categoria, que pode prejudicar diretamente os pequenos transportadores.
Embora o diesel – que é o principal combustível dos transportadores – não tenha sido atingido pelos reajustes por enquanto, desde o começo de março, a gasolina já subiu 12,07% e o etanol sofreu uma elevação de 14,15%. Além disso, um novo reajuste está sendo aguardado e pode ser que o preço do diesel esteja entre os majorados.
O presidente da Cotraoca, Sérgio Utzig, destaca que, até pouco tempo, havia muitos pequenos transportadores, com um ou dois caminhões, sendo que o proprietário mesmo era o motorista do seu empreendimento. “Agora o pequeno transportador está desaparecendo. Não conseguem mais sobreviver na atividade”.
Utzig sugere, ainda, que a população faça um esforço para redução do consumo. “Quem puder economizar combustível deve fazê-lo, pois é o único jeito de controlar esse abuso. O governo fala que está segurando a inflação, mas é ele mesmo que puxa os preços pra cima”, analisa.
O dirigente cita o exemplo do que aconteceu com a carne bovina no início deste ano. “Chegamos num ponto que alguns cortes de carne bovina estavam custando R$ 40 reais o quilo. Um verdadeiro absurdo. Foi só a população parar de comer carne de gado e trocar por carne de frango ou de suíno que os preços voltaram a ser compatíveis”, compara Utzig, embora reconheça que a substituição do combustível não é tão simples. “Mas tenho certeza que dá pra reduzir o consumo evitando utilizar o carro em curtas distâncias, combinando uma carona entre amigos que trabalham na mesma empresa, e várias outras opções para demonstrar ao governo que a lei da oferta e da procura determina o preço”, ressalta. Fonte: MB Comunicação