Como os ladrões de cargas continuam levando milhões de empresas catarinenses e cerca de R$ 1 bilhão por ano de empresas brasileiras, o setor de transportes quer mais rigor na punição desse crime. Para discutir saídas para o problema, que em Santa Catarina é mais crítico na divisa com o Paraná, a Federação das Empresas de Transportes de Cargas e Logística de SC (Fetrancesc) vai realizar um debate no dia 8 de julho, na sua sede, em Florianópolis. Conforme o presidente da entidade, Pedro Lopes, a ação das quadrilhas é profissional, mesmo com os dispositivos de segurança utilizados. De novembro de 2009 a maio deste ano foram levadas 16 carretas na divisa com o Paraná e apenas uma carga de blocos de motores de veículos, da Tupy, foi recuperada, porque os bandidos não acharam comprador.
A solução, segundo Pedro Lopes, é o Congresso Nacional aprovar lei tão rigorosa contra roubo e receptação quanto a adotada pela Argentina. No país do Maradona, a loja que tiver um produto de carga roubada tem o CNPJ cassado, é fechada e perde todos os produtos que tem para venda. Só assim os hermanos conseguiram coibir o problema.
Propostas
Entre os palestrantes do debate que a Fetrancesc promove dia 8 sobre roubo e receptação de cargas estão o coronel Paulo Roberto de Souza, assessor de segurança da NTC Logística, e o coordenador-geral da Polícia Rodoviária Federal em Brasília, Alvarez de Souza Simões. Os debatedores serão o delegado Renato Hendges, da Deic, e o superintendente regional da Polícia Federal (PF), Ademar Stocker. Para o presidente da Fetrancesc, Pedro Lopes, para combater esses crimes, a PF deveria ter autonomia para atuar em todo o Brasil. Fonte: Imprensa Fetrancesc