Via Rápida: até o final do ano pode sair do papel

Via Rápida: até o final do ano pode sair do papel

Criciúma, 30.4.10 – O projeto de construção da Via Rápida em Criciúma, no papel desde 2006, pode começar a se concretizar até o final do ano. Esta é a previsão da SC Parcerias, que coordena com o governo estadual o andamento da obra. A via deverá dar mais um acesso da cidade para a BR-101. O projeto está na fase de desapropriações de áreas.
Oengenheiro civil da SC Parcerias, Guilherme Medeiros, afirma que o custo total da obra é de R$ 80 milhões, com recursos captados da inciativa privada, e será construída por concessão. Ele explica que uma empresa será escolhida por edital de licitação, vai construir a rodovia com recursos próprios e terá o direito de explorar, inclusive com cobrança de pedágio na via.
– Há, pelo menos, cinco empresas interessadas no edital, que lançaremos após o término das indenizações. A rodovia será duplicada e terá poucas interferências para dar fluidez ao trânsito – afirma Medeiros.
Quando a etapa das indenizações terminar, o que está previsto para maio, os terrenos por onde passará a rodovia serão cercados. O traçado da Via Rápida atravessa os municípios de Criciúma e Içara em seis bairros, com saída no Acesso Sul do Balneário Rincão (veja mapa ao lado. A intenção é que a via desafogue o tráfego de veículos nos três principais acessos à BR-101 e seja uma rota alternativa para o transporte de cargas.
Para o presidente da Associação Empresarial de Criciúma, Olvacir Bez Fontana, além de um eixo de ligação entre a cidade e a BR-101, a rodovia vai atrair novas empresas.
– Quando o projeto foi concebido pelo governo do Estado e eu era secretário estadual de Planejamento, os empresários já questionavam sobre prazos da conclusão da via – observa Fontana, animado.
Para o presidente da Federação das Empresas de Transporte de Cargas e Logística de Santa Catarina (Fetrancesc), Pedro Lopes, no Brasil, mesmo quando há recursos disponíveis, “tudo demora”.
Como consequência, observa, surge a necessidade de pensar em novas alternativas para a rodovia que ainda nem existe. Resta às associações, segundo ele, pressionar o serviço.
– Pode-se calcular uma perda de 25% no setor com a demora de quatro anos para a construção dessa obra. É preciso apressar. Com mais essa via, uma região inteira pode ser tirada de isolamento e ser destaque entre Curitiba e Porto Alegre – conclui o presidente da Fetrancesc.
Fonte: Ana Paulo Carfoso/DC/27.4.10

Compartilhe este post