Chapecó, 2.12.05 – Segundo o coordenador do projeto, Sérgio Migliorini, os investidores já têm um terreno de 500 mil metros quadrados e o investimento de R$ 25 milhões garantidos, mas precisam que uma empresa para administrar o Recinto de Exportação.
Depois de um ano e meio de negociações, um grupo de empresário da região Oeste de Santa Catarina conseguiu viabilizar o terreno e os investidores para a construção de um Recintos Especiais para Despacho Aduaneiro de Exportação (Redex) em Chapecó.
Os empreendedores, liderados pela Associação Comercial e Industrial de Chapecó (Acic), procuram agora um operador logÃstico para administrar o Redex. “Nós um espaço de 500 mil metros quadrados e o investimento inicial de R$ 25 milhões já garantidos. Só precisamos agora de uma companhia com experiência em logÃstica para tocar o empreendimento”, afirmou o conselheiro da Acic e coordenador do projeto, Sérgio Migliorini.
A autorização para o funcionamento do Redex foi dada em maio de 2004, depois de uma reunião de cerca de 100 empresários da região com o superintendente da Receita Federal para o Paraná e Santa Catarina, Luiz Bernardi. Desde então, a Acic vinha buscando apoio para viabilizar o empreendimento, e conseguiu na semana passada dar um passo importante para isso.
A prefeitura de Chapecó se comprometeu em doar um terreno de mais de 200 mil metros quadrados junto ao Distrito Industrial de Chapecó, ao lado de outro terreno de quase 300 mil metros quadrados pertencente a um dos inventidores interessados no projeto. A prefeitura, além de doar o espaço, vai fazer a terraplanagem de todo o local, construir a via de acesso e instalar a infra-estrutura básica de água e luz. O empresário que entrará com restante do terreno será um dos sócios do Redex.
Além dele, disse Migliorini, a Acic já listou mais de uma dezena de investidores interessados, sendo que um deles deve entrar inicialmente com R$ 15 milhões. O projeto elaborado pela associação empresarial prevê gastos de R$ 25 milhões numa primeira etapa, quando seria construÃdo um complexo de câmaras frigorificadas para armazenar 6 mil toneladas de carne, e outro pavilhão menor, de 5 mil metros quadrados, para cargas secas. “Os maiores exportadores do oeste catarinense são agroindústrias, cerca de 70% do frango exportado pelo Brasil é produzido por empresas baseadas aqui. É a nossa principal vocação, mas teremos também espaço para outros setores em crescimento na região, como o metal-mecânico, moveleiro e têxtil”, disse o conselheiro da entidade.
Será construÃdo também um prédio central para abrigar a administração do Redex e todos os órgão governamentais que deverão ter base no recinto, como Receita Federal, PolÃcia Federal, Ministério da Agricultura, Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) e agentes aduaneiros. Migliorini disse que o projeto já prevê uma duplicação da área construida à medida que a demanda for aumentando, ainda dentro espaço de 500 mil metros quadrados hoje garantido.
Ele informou que a terraplanagem já começou a ser feita pela prefeitura, e a meta do grupo liderado pela Acic é firmar a parceria com um operador logÃstico o mais rápido possÃvel, para que a construção possa inicial já no primeiro semestre de 2006. A previsão é de dois anos de obras, com a possibilidade de que algumas partes já fiquem prontas e entrem em funcionamento antes desse prazo.
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