Pena maior para receptador de carga roubada

Pena maior para receptador de carga roubada

Brasília, 17.8.04 – Fechar o cerco aos receptadores de mercadorias roubadas é uma estratégia eficaz para desarticular as organizações criminosas especializadas no roubo de carga no País e ajudar a reduzir o número de ocorrências, de acordo com o diretor de Combate ao Crime Organizado da Polícia Federal, delegado Getúlio Bezerra.
Com penas consideradas leves e ainda a ausência de punições para os empresários que colocam produtos ilegais no mercado formal, o campo se torna fértil para este tipo de crime, que visa especialmente cargas de informática, remédios e cigarros, segundo o diretor.
De olho nesta via aberta, a PF espera que seja aprovado um projeto de lei, em tramitação no Congresso, que prevê o confisco de todo o estoque das empresas que foram surpreendidas no comércio de mercadoria roubadas. Hoje, explica Bezerra, os receptadores alegam que foram enganados, já que a mercadoria estava acobertada com nota fria.
?Na Argentina, esta estratégia já é usada com sucesso, porque a apreensão da carga roubada numa empresa, permite o confisco de todo o estoque, é a lei do fruto contaminado. Os valores arrecadados são revertidos para a repressão do crime?, explica o delegado.
Outra estratégia é criar um banco de dados único, que seria alimentado pelas polícias estaduais junto com a PF para se desenvolver os trabalhos de repressão. Ontem, à tarde, durante o Seminário Regional de Repressão ao Crime Organizado – Roubo de Cargas e Valores ? realizado em BH, foi apresentando um protótipo desde banco para uma platéia que reúne representantes de vários segmentos como bancos, empresários, Polícia Rodoviária Federal, polícias Civil e Militar, entre outros.
Fonte: Estado de Minas

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