Peso de carga danifica a 101

Peso de carga danifica a 101

Itajaí, 2.8.04 – O pesadelo parece voltar. Durante anos, a população conviveu com o risco e o drama do trecho Norte da BR-101, até a sua duplicação. Quatro anos se passaram desde que foi inaugurada, e a rodovia construída para durar 10 anos apresenta problemas estruturais, o que compromete a vida dos usuários.
Numa viagem entre Barra Velha e Porto Belo, há riscos a cada quilômetro. Buracos, depressões e acúmulo de água são comuns, apesar do curto trajeto. O Departamento Nacional de Infra-Estrutura de Trânsito (DNIT), Polícia Rodoviária Federal (PRF) e motoristas afirmam que a culpa está no excesso de peso dos caminhões. Os veículos devem parar nos postos de pesagem, mas por falta de fiscalização é fácil passar direto pela balança de Garuva, na divisa com o Paraná.
Outro local para a fiscalização do peso está em Itapema, no Litoral Centro-Norte. “É difícil dimensionar com precisão, mas, em média, 40% dos veículos que trafegam por aqui estão com excesso de carga”, contabiliza o supervisor de Operações de Trânsito do DNIT, João Batista Berreta Neto.

Vida útil fica reduzida
O excesso de peso reduz a vida útil de uma rodovia. “Apenas 20% a mais de peso num veículo pode comprometer em até 80% a durabilidade das rodovias”, explica o assessor de Comunicação do órgão, Breno Maestri.
Na teoria, o motorista que deixar de pesar o veículo é multado e perde pontos na carteira, já que a infração é gravíssima. Uma vez constatado o limite do peso por eixo superior a 7%, o motorista também é autuado. Como o peso por eixo proporciona o equilíbrio da carga no veículo, reduzindo a punição aos transportadores, mas agravando o problema das rodovias, o governo federal estuda uma nova forma de limitar o peso bruto total do caminhão. Fonte: DC

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