São Bento enfrenta alta do custo do frete

São Bento enfrenta alta do custo do frete

São Bento do Sul,4.10.04 – Nos últimos dois meses, as empresas exportadoras de São Bento do Sul sentiram um pequeno aumento no número de contêineres. Embora registrem essa mudança positiva, os empresários agora sofrem com o aumento no custo do frete, que subiu há poucas semanas e tem outro reajuste previsto para este mês. O surgimento de novas rotas marítimas foi essencial para amenizar o problema, que ainda prejudica o desenvolvimento de muitas indústrias.
Para o diretor de exportações da Móveis Rudnick, Cláudio Schultz, o problema é sentido com maior intensidade pelas empresas que exportam móveis com menos valor agregado. De acordo com Schultz, isso reflete diretamente na perda de lucratividade das empresas, pois os clientes internacionais não aceitam pagar o valor exigido pelos armadores. “Como os armadores são todos de fora, não temos condições de negociar”, afirmou.

Acúmulo

Segundo o diretor, em São Bento do Sul devem existir aproximadamente 100 contêineres armazenados aguardando para serem exportados. Para evitar maiores prejuízos, muitas empresas optaram por utilizar o Porto de Rio Grande, no Rio Grande do Sul. Apesar do custo rodoviário, que encarece o frete, ainda assim o custo fica abaixo do que está sendo cobrado pelos armadores dos portos de São Francisco do Sul e Itajaí.
Em relação aos portos de Paranaguá e Santos, Cláudio Schultz diz que é muito difícil trabalhar com os dois devido principalmente à burocracia. “O porto de Santos é muito complicado. Além disso, os dois também estão estrangulados”, explicou.
Schultz disse ainda que o problema dos portos está limitando a atuação das empresas, pois muitas têm projetos de expansão e ampliação do parque fabril, porém nenhuma está colocando o projeto em prática com medo de não ter condições de atender aos pedidos dos clientes. Segundo o diretor, as perspectivas de melhoras para o problema da exportação são apenas para dezembro do próximo ano. “Os investimentos que estão sendo feitos nos portos são muito pequenos e muito pouco vão contribuir para melhorar o problema”, revelou. Fonte: A Notícia

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