Florianópolis, 25.6.07 – Recém concluÃda pelo Ministério dos Transportes, em parceria com o Comando do Exército, a versão preliminar do Plano Nacional de LogÃstica e Transportes está longe de enfrentar uma deformação nacional da área de infra-estrutura, que é a excessiva dependência de rodovias. Ainda assim, a nova logÃstica de transporte para os próximos 15 anos, que começará a ser discutida agora com representantes dos governos estaduais e das entidades empresariais, prevê um avanço na participação de ferrovias e hidrovias no transporte de cargas, além de uma melhoria nas condições das estradas de maneira geral. Tudo vai depender, obviamente, da capacidade do poder público de assegurar a continuidade de projetos que demandam tempo e recursos. Mantidos os investimentos previstos, a participação das rodovias no transporte cairia dos atuais 58% para 33% em 15 anos. No mesmo perÃodo, as ferrovias ampliariam sua participação na condução de cargas de 25% para 32%. O modal hidroviário passaria de 13% para 29%. No caso de Santa Catarina, apenas para mencionar um exemplo, a modernização e expansão da Estrada de Ferro Tereza Cristina coloca-se como estratégica para o escoamento da produção rumos aos terminais portuários, janelas das nossas exportações para o mundo. Entre os demais, a maioria é da área rodoviária, incluindo a duplicação da BR-101.
O importante é que, no conjunto, o paÃs, e também os estados, mormente os sulinos, possam se livrar dessa excessiva dependência rodoviária, que o poder público não tem como manter adequadamente em condições de trafegabilidade. Essa deformação histórica afeta os usuários de maneira geral, que pagam mais por seus deslocamentos. O maior prejudicado, porém, é o transporte de cargas, pois o valor do frete é onerado, aumentando o custo dos produtos e reduzindo a rentabilidade da produção.
A conta, em última análise, acaba ficando com o conjunto da população, que deve pressionar para as mudanças pretendidas serem efetivamente postas em prática.
*editorial Diário Catarinense
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