Florianópolis, 8.3.06 – A maior mobilização polÃtica de parlamentares, prefeitos, lideranças e dirigentes empresariais dos municÃpios do Vale do Itajaà neste inÃcio de 2006 aconteceu em BrasÃlia. Local: Tribunal de Contas da União. Objetivo: garantir a anulação do contrato de concessão da Ecovale para exploração da BR-470, mediante cobrança de pedágio.
A empresa publicou extensa nota na secção de cartas de A NotÃcia, com acusações ao colunista de ter veiculado inverdades. Vejamos:
1. Praças de pedágio. A BR-470 previa cinco postos de cobrança, mas o sistema, que incluÃa estradas estaduais, previa dez praças de pedágio.
2. As cinco praças de BR-470 totalizariam em 1999 R$ 120,00 e não os 76,32 citados pela Ecovale. Atualizados, ida e volta, superam R$ 500,00.
3. Audiências públicas. A Ecovale menciona quatro reuniões. Pedro Lopes, presidente da Fetrancesc, garante: “Só a federação realizou oito audiências no Vale do ItajaÃ, todas com a presença do ex-ministro Cloraldino Severo, e sempre condenando o contrato com a Ecovale”. Edgar Roman, ex-diretor do DER, afirma: “O departamento realizou cinco audiências”.
4. Investimentos? Gabriel Vieira diz que “a Ecovale iria investir 57 milhões em obras de recuperação e melhoria”. Manipula bem. Não fala em duplicação da rodovia. A empresa construiria as praças de pedágio, cobraria de todos os usuários, sem duplicar um quilômetro. Negócio da China!
5. Relembrando: o Tribunal de Contas do Estado apontou mais de 15 irregularidades no contrato da Ecovale. Mais grave: quando o contrato foi firmado em 1998, não havia sequer projeto de engenharia para duplicação.
6. O presidente Pedro Lopes, reitera: “A Fetranscesc sempre defendeu a anulação do contrato. Era pecaminoso. Tinha vÃcios insanáveis”. Fonte: Moacir Pereira/A NotÃcia
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