Lages, 27.1.06 – A burocracia e a falta de força polÃtica travaram o andamento de obras importantes na Serra catarinense ao longo do ano passado. A opinião é do procurador da República, Nazareno Jorgealém Wolff, e diz respeito a não-efetivação de uma delegacia da PolÃcia Federal em Lages e as obras na BR-282, no trecho compreendido entre São José do Cerrito e o entroncamento com a BR-470, em Campos Novos. Nos dois casos, ele lembra que havia recursos disponÃveis no orçamento da União, mas que não foram utilizados em tempo hábil e, por isso, foram perdidos.
Com relação à continuidade das obras na BR-282, Wolff lembra que após três anos de embargos por parte do Tribunal de Contas da União (TCU), que detectou superfaturamento em três trechos da rodovia (de Cerrito a Vargem, de Vargem a Campos Novos e de DionÃsio Cerqueira a ParaÃso, este último no Extremo-oeste catarinense), um acordo liberou a continuidade dos trabalhos, que tinham garantido no orçamento da união recursos na ordem de R$ 18,8 milhões. “Mas a burocracia dentro dos órgãos públicos inviabilizou o empenho desse dinheiro, que retornou aos cofres públicos”, lembra o procurador.
Para Wolff, faltou maior empenho por parte dos polÃticos a fim de forçar a liberação do dinheiro que poderia ser usado ao longo deste ano. “Agora, o orçamento da União contempla apenas R$ 8 milhões para toda a BR-282, desde a ponte em Florianópolis”, enfatiza. Ele lembra, ainda, que a bancada catarinense reivindica outros R$ 130 milhões para a obra. “De qualquer forma, esse pedido dos deputados ainda depende de uma série de fatores, e a obra pode não avançar como poderia”.
Já em relação à implantação da delegacia da PolÃcia Federal em Lages, o procurador diz que o problema foi a burocracia que impediu a utilização de R$ 400 mil que estavam reservados para este fim. Mas o próprio Wolff reconhece que essa questão deve ser contornada já no próximo mês, quando será designado o delegado-chefe da delegacia. Juntamente com o delegado, devem chegar à cidade seis investigadores, que, atualmente, trabalham em DionÃsio Cerqueira.
Segundo o procurador, num primeiro momento, a delegacia da PF deverá funcionar num imóvel alugado, mas ele acredita que até setembro eles já estejam alojados na sede própria, que será localizada no bairro do Coral. “Parte dos equipamentos para estruturar a delegacia já foi adquirida. Temos recursos para comprar outros equipamentos, como computadores”, conta o procurador. Além de Lages, a delegacia da PF vai atender outros 40 municÃpios, incluindo os da região de Caçador. “Somente em Lages, existem hoje cerca de 300 processos que se arrastam por falta de uma melhor atuação da PolÃcia Federal”, conclui o procurador. Fonte: A NotÃcia
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