Florianópolis, 21.3.07 – Oito meses após a primeira viagem de acompanhamento das obras de duplicação do trecho Sul da BR-101, o Diário Catarinense voltou à estrada para verificar o avanço dos trabalhos em Santa Catarina. A última incursão foi em novembro passado, e, de lá para cá, o maior destaque está nos segmentos de pista pronta, com asfalto, pinturas de faixas e sinalização com tachões e tachinhas.
São trechos de um quilômetro, em média, situados nos lotes 23, 24 e 27. A assessoria do Departamento Nacional de Infra-Estrutura de Transportes (DNIT) informou que não liberou esses trechos para o tráfego por questões de segurança. Por serem curtos, podem provocar acidentes em seus desvios, que pedem diminuições bruscas de velocidade.
É o que ocorre nos pontos onde há construções de obras especiais, como viadutos, passagens inferiores e pontes. O trânsito é desviado para a pista nova, o que torna o tráfego lento e perigoso. A recuperação da pista antiga em alguns trechos também provoca desvio no fluxo. Caminhões transportando areia são presença constante em toda a extensão das obras. A liberação da pista duplicada continua prevista para dezembro do ano que vem, mesmo que nem todas as obras especiais estejam concluÃdas.
Na temporada de Verão – entre 15 de dezembro e 17 de março – a recomendação do DNIT aos consórcios e empresas responsáveis pela duplicação foi evitar interrupções de pista e detonações de rochas aos sábados, para não dificultar ainda mais o trânsito, acrescido dos veÃculos dos turistas. Isso, no entanto, já estava previsto no cronograma e não retardou o ritmo das obras.
LOTE 22
Trecho: Palhoça, até o Rio da Madre (Km 216,5 ao Km 245,9)
Situação*: terraplenagem atacada (em trabalho): 20,25 quilômetros (71% do total); obras de drenagem: 12,50 quilômetros (43,8%).
Grande parte do trecho está com obras de terraplenagem. Vários caminhões com areia circulam pelo local, o que requer atenção dos motoristas.
No relatório do DNIT, referente a janeiro, não consta nenhum segmento com pavimentação, mas já há colocação da sub-base (pedras grandes sobre a terra) no Km 230. O destaque é a ponte sobre o Rio Cambirela, obra especial do lote 31 nesse trecho, em Palhoça, que está concluÃda.
LOTE 23
Trecho: Rio da Madre ao Rio Araçatuba (Km 245,9 ao Km 271,7)
Situação*: terraplenagem atacada: 11 quilômetros (41,2%); terraplenagem concluÃda: 11,25 quilômetros (42,1%); sub-base de pavimentação: 11 quilômetros (41,2%); base de pavimentação: 7,75 quilômetros (29%); primeira camada de asfalto: 7,5 quilômetros (28,1%); segunda camada de asfalto: quatro quilômetros (15%); terceira camada de asfalto: quatro quilômetros (15%); obras de drenagem: 24 quilômetros (90%).
O lote 23 já apresenta segmentos de pista com asfalto, pintura de faixas e tachões. Nos quilômetros 246, 256, 266 e 268, há desvios para a construção de passagens inferiores à rodovia.
LOTE 24
Trecho: Rio Araçatuba ao acesso de Itapirubá (Km 271,7 ao Km 300)
Situação*: terraplenagem atacada: 11,25 quilômetros (39,7%); terraplenagem concluÃda: 14,25 quilômetros (50,3%); sub-base de pavimentação: 11,25 quilômetros (39,7%); base de pavimentação: 9,75 quilômetros (34,4%); primeira camada de asfalto: 9,75 quilômetros (34,4%); restauração: 6,5 quilômetros (23%); obras de drenagem: 9,5 quilômetros (33,5%).
Há segmentos de pista com asfalto e faixas pintadas nos quilômetros 274, 277 e 282, entre Garopaba e Imbituba. No Km 278, há um desvio para a construção de viaduto, próximo à localidade de Sambaqui.
Nos demais trechos, são visÃveis a terraplenagem e princÃpio de pavimentação. É um dos lotes mais adiantados.
LOTE 25
Trecho: Itapirubá, até o Rio Capivari (Km 300 ao Km 329,9)
Situação*: terraplenagem atacada: cinco quilômetros (16,7%); terraplenagem concluÃda: 7,5 quilômetros (25%); sub-base de pavimentação: 7,5 quilômetros (25%); base de pavimentação: 4,75 quilômetros (15,9%); primeira camada de asfalto: 2,75 quilômetros (9,2%); obras de drenagem: 15,25 quilômetros (51%).
As principais obras no lote 25 estão concentradas nos primeiros 10 quilômetros. Houve atraso por problemas administrativos das empresas do consórcio. Há pequenos segmentos de terraplenagem e princÃpio de pavimentação.
LOTE 26
Trecho: Rio Capivari ao Rio Sangão (Km 329,9 ao Km 358,5)
Situação*: terraplenagem atacada: 9,25 quilômetros (32,3%); terraplenagem concluÃda: 11 quilômetros (38,4%); sub-base de pavimentação: 10,75 quilômetros (37,5%); base de pavimentação: oito quilômetros (28%); primeira camada de asfalto: 250 metros (0,8%); obras de drenagem: 24,5 quilômetros (85,6%).
O destaque no lote 26 é a terraplenagem no inÃcio do trecho e inÃcio de pavimentação a partir do Km 350.
Atenção para o Km 352, em Jaguaruna. Nesse segmento, há um desvio para a construção de uma passagem inferior. A ponte sobre o Rio Correias, no Km 340, faz parte do lote 34 e está com 95% da obra executada.
LOTE 27
Trecho: Rio Sangão ao acesso de Criciúma (Km 358,5 ao Km 387)
Situação*: terraplenagem atacada: 1,5 quilômetro (5,2%); terraplenagem concluÃda: 27 quilômetros (94,8%); sub-base de pavimentação: 21,25 quilômetros (74,5%); base de pavimentação: 11,25 quilômetros (39,5%); primeira camada de asfalto: quatro quilômetros (14%); obras de drenagem: 28,5 quilômetros (100%).
O lote 27 é o trecho com mais desvios e que merece maior atenção do motorista, pela lentidão do trânsito e tráfego intenso de caminhões. Oito viadutos foram concluÃdos. As pontes sobre o Rio Sangão e sobre o Rio dos Porcos pertencem ao lote 35 e estão com obras em andamento. Há longos trechos pavimentados e este é um dos lotes com obras mais avançadas.
LOTE 28
Trecho: Acesso de Criciúma ao Rio Araranguá (Km 387 ao Km 411)
Situação*: terraplenagem atacada: 16,25 quilômetros (67,7%); terraplenagem concluÃda: 3,75 quilômetros (15,6%); sub-base de pavimentação: 3,75 quilômetros (15,6%); base de pavimentação: 1,75 quilômetro (7,3%); obras de drenagem: 21 quilômetros (87,5%).
O lote começa com segmentos em terraplenagem. Na altura do Km 398, há princÃpio de pavimentação. No Km 404, próximo a Maracajá, estão sendo feitos muros de contenção para a construção de um viaduto.
LOTE 29
Trecho: Rio Araranguá ao Rio da Laje (Km 411 ao Km 437)
Situação*: terraplenagem atacada: 4,75 quilômetros (18,2%); obras de drenagem: 16 quilômetros (61,5%).
Trecho mais atrasado, neste lote quase não se vê modificações, e as obras estão paradas. Em julho do ano passado, a DM Construtora rescindiu o contrato e a Construtora Triunfo, segunda colocada na licitação, deve retomar as obras neste mês.
LOTE 30
Trecho: Rio da Laje (Km 437 ao Km 465)
Situação*: terraplenagem atacada: 24,25 quilômetros (86,6%); terraplenagem concluÃda: três quilômetros (10,7%); sub-base de pavimentação: 2,75 quilômetros (9,8%); obras de drenagem: 28 quilômetros (100%).
No lote 30, estão previstas oito passagens inferiores, um viaduto e uma passagem de pedestres. Todas essas obras estão iniciadas e é possÃvel observar a construção de muros de contenção. Ainda não há segmento asfaltado.
* Dados referentes ao relatório de obras de janeiro de 2007 fornecido pelo DNIT
Os números
> Extensão total: 248,5 quilômetros
> Trecho a ser duplicado: Palhoça (Km 216,6) a Passo de Torres (Km 465,9)
> Lotes: Nove de pavimentação (do 22 ao 30) e cinco para obras especiais (31, 32, 34, 35 e 36)
> Vias laterais: 250 quilômetros
> Obras
Passarelas: 68
Viadutos: 45
Passagens inferiores: 45
Pontes: 27
> Custo total estimado: R$ 1,15 bilhão
> Quanto foi investido no projeto em 2006: R$ 250 milhões
> Valor disponÃvel para 2007: R$ 350 milhões
> De onde vêm os recursos: Projeto Piloto de Investimentos (PPI) do governo federal
> Número de empregos criados: 10 mil diretos e 35 mil indiretos
> Assinatura da ordem de serviço: dezembro de 2004
> InÃcio efetivo dos trabalhos: março de 2005
> Prazo para conclusão: dezembro de 2008
> Expectativa de vida útil da rodovia: 10 anos
Fonte: Departamento Nacional de Infra-Estrutura de Transportes (DNIT)
Fonte: Diário Catarinense