Empresas de transporte rodoviário de carga são excluídas de projeto de financiamanto de caminhões do BNDES

Empresas de transporte rodoviário de carga são excluídas de projeto de financiamanto de caminhões do BNDES

Brasília, 9.6.06 – O BNDES vai lançar nos próximos dias um programa de financiamento de caminhões, conhecido como Procaminhoneiro, direcionado a autônomos e que beneficiará a indústria. Essa decisão, apesar do governo e do BNDES não terem divulgado o conteúdo do programa, que será feito pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, gerou indignação dos presidentes das Federações, pois há cerca de dois anos, o setor reivindica um programa para renovação da frota. Pedro Lopes declarou que mais uma vez, não se trata o assunto como merece, pois é imprescindível que o Governo incentive a troca do caminhão com 20 ou 30 anos de estrada. Quase sempre são veículos com gastos elevados, que produzem pouco e que nem sempre são seguros. Benatti disse que apesar dos esforços e discussões realizados pela Frente Nacional do Transportador Rodoviário de Carga com o Governo Federal, inclusive com o presidente Lula em janeiro passado, agora unilateralmente, o Governo Federal propôs um programa de financiamento que contempla exclusivamente os autônomos e a indústria automobilística, em detrimento das negociações desenvolvida pela Frente e que também contemplava os pequenos, médios e grandes transportadores. Um documento com essa reivindicação já foi entregue aos ministros do Transporte e das Cidades. Outra promessa da reunião com o presidente Lula, a criação da Câmara Setorial do Transporte, constatou-se que até agora nada foi feito para que esta fosse criada, contrariando o prazo dado pelo Palácio do Planalto, de 45 dias, como foi lembrado pelo presidente da Fetracan, Newton Gibson. A CNT vai solicitar à Casa Civil informações sobre o assunto. Sobre as negociações em torno da Reforma Sindical, os representantes das federações se manifestaram à favor de desenvolver um trabalho junto com os sindicatos de forma a minimizar as propostas da Reforma que fortalecem as centrais sindicais em detrimento dos sindicatos e federações.
A Seção de Carga da CNT também decidiu não concordar com os editais que devem ser publicados nas próximas semanas para concessão de sete trechos rodoviários, entre ele um da BR-101 e um da BR-116. Caleffi aproveitou para
entregar um documento com críticas pontuais às minutas de editais. Pedro Lopes explicitou sua posição contra o modelo de concessão, porque não estabelece banda ? número de veículos que trafega – não aproveitam a comercialização do uso das margens das estradas para a composição do valor da tarifa, além da distância de cada praça de pedágio. Lopes diz que apenas o usuário vai pagar os custos altos dessa proposta. Os presidentes decidiram analisar os editais, assim que estiverem disponíveis e depois ?emitir um documento com sugestões e críticas à forma de condução das concessões, às tarifas praticadas pelas concessionárias e à carga tributária que incide sobre as mesmas e reflete nas tarifas cobradas dos usuários?, destacaram eles.
A CNT também vai se posicionar sobre a greve dos auditores da Receita Federal. Vai encaminhar um documento à Secretaria da Receita Federal, com a exposição dos problemas e prejuízos causados pela paralisação e com sugestão de medidas para minimizar a situação. Fonte: Imprensa Fetrancesc

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