Florianópolis, 13.2.06 – Nestes primeiros 43 dias de 2006, o trânsito nas estradas catarinenses já ceifou 112 vidas. Apesar de campanhas e trabalhos educativos, acidentes com grande número de vÃtimas se tornaram freqüentes. Como ocorrido sábado em OtacÃlio Costa, na Serra Catarinense, com cinco vÃtimas fatais, todos amigos com menos de 20 anos.
Quem trabalha policiando as estradas sabe de cor a principal causa desta tragédia ao volante: a imprudência do motorista é a maior colaboradora para a triste média de 2,5 mortes a cada 24 horas em 2006. Apesar do trabalho de fundações e ONGs, de campanhas feitas pela imprensa e de toda divulgação na mÃdia, as estatÃsticas mostram que cresce cada vez mais a gravidade dos acidentes nas estradas de Santa Catarina. Só em janeiro deste ano foram 78 mortes.
Por que estas campanhas não apresentam resultado expresso nas estatÃsticas? Para Roberto de Sá, presidente do Movimento Nacional de Educação no Trânsito (Monatran), o problema está na base.
?Os Centros de Formação de Condutores não formam direito. Além de 20 horas de direção ser pouco tempo, qual centro leva motoristas para estradas? São feitas apenas aulas em trânsito urbano. E dirigir na estrada é diferente de dirigir na cidade?, diz Roberto, para quem a esperança está em educar uma nova geração.
Para médico, campanhas são fracas – Para o médico Wilson Pacheco, coordenador do Nat (Núcleo Multidisciplinar de Estudos de Acidentes de Tráfego da UFSC), as campanhas atuais são fracas.
?Enquanto fraquÃssimas campanhas abordam o trânsito, a mÃdia do veÃculo potente e rápido parece muito mais forte?, avalia Wilson.
Gerente de campanhas educativas do Detran de Santa Catarina, Maria Lúcia Junqueira acredita que há uma banalização da vida.
?Está na mão de cada um de nós a valorização da nossa própria vida?, diz Maria Lúcia.
Diário Catarinense