Vice-presidente da Fetrancesc esteve na reunião sobre pedágios em Porto Alegre

Vice-presidente da Fetrancesc esteve na reunião sobre pedágios em Porto Alegre

Porto Alegre, 4.5.06 – O deputado federal Francisco Appio (PP/RS) coordenou no último dia 25 de abril, mais uma reunião na Assembléia Legislativa gaúcha para discutir as concessões de rodovias no Estado gaúcho. “Estamos ovamente discutindo a cobrança do eixo suspenso, preço diferenciado para os caminhões que trafegam vazios e também oferecer aos candidados ao Governo do Estado, ao Senado, à Câmara Federal e Assembléia Legislativa alternativas para sair desse imbróglio criado na gestão do Governo Antônio Britto” assinalou Appio.
Estiveram presentes no encontro realizado na Sala da Agricultura, os presidentes do Setcergs, Sérgio Neto, acompanhado do gerente-executivo da Entidade, Gilberto da Costa Rodrigues; Eder Dal´Lago, da Fecam (Federação dos Caminhoneiros dos Estados do Rio Grande do Sul e Santa Catarina); Mariano Costa, da Fecavergs (Federação dos Taxistas e Transportadores Autônomos de Passageiros do Estado do Rio Grande do Sul), os vice-presidentes João Pierotto, da Fetransul (Federação das Empresas de Transporte de Cargas no Estado do Rio Grande do Sul) e o vice-presidente da Fetrancesc (Federação das Empresas de Transporte de Cargas de Santa Catarina) Clodomir Ribeiro Alves e o secretário da Assurcom/Serra (Associação dos Usuários de Rodovias Concedidas), Agenor Basso.
“Queremos ter condições de propor aos novos governantes uma política ligada ao programa de concessões rodoviárias do Rio Grande do Sul. Precisamos contemplar os usuários e não apenas as concessionários”, alertou o deputado, que novamente lamentou a ausência de representantes da AGCR (Associação Gaúcha das Concessionárias de Rodovias). ?Nós queremos entrar no acordo sobre a cobrança do caminhão vazio e do eixo suspenso, mas a entidade que representa as concessonárias não compareceu? disse o parlamentar.
Sérgio Neto assinalou que o Estado e a sociedade estão se tornando reféns desse sistema de pedágio implantado na gestão do Governo Britto. ?Se as concessionárias argumentam o problema de desequilíbrio financeiro, o que podemos dizer dos usuários das rodovias pedagiadas que precisam arcar com mais despesas. Até empresas que pretendem se instalar em determinados municípios gaúchos estão analisando o custo gerado pelo excesso de pedágios? exemplificou o líder setorial.
O presidente da Fecam, Eder Dal´Lago, concordou com o deputado Appio para uma mobilização contra esse sistema em ano eleitoral. “Temos que fazer um documento para os futuros políticos, porque na atual Legislatura, parece que nem a CPI do Pedágio deverá sair”, questionou o líder dos autônomos. Ele lembrou que a categoria teria como amparo a cobrança do Vale Pedágio, mas que o caminhão vazio não é aplicado.
O vice-presidente da Fetransul exigiu transparência nas contas das concessões públicas e da arrecadação pelo Governo Federal dos recursos oriundos da Cide. “Queremos transparência para que realmente haja investimentos em infra-estrutura de transporte, pois não sabemos para onde vai o dinheiro arrecadado” ponderou Pierotto. Ao mesmo tempo conclamou a união do setor no sucesso dessas conquistas. “Precisamos ser mais ousados e determinados na luta pelo setor, como para que haja uma cobrança diferenciada para os caminhões que trafegam vazios” reiterou.
Já o secretário da Assurcon/Serra/RS, que há sete anos luta contra o atual modelo de pedágio, declarou que “os Pólos Rodoviários são nocivos para os usuários e danosos para o setor produtivo, pois quem ganha, sem nenhum risco, são as concessionárias. Não há melhor negócio no Brasil do que ser dono de uma concessionária de rodovia. É uma mina de ouro no asfalto” enfatizou Agenor Basso.
Basso lembrou o encontro realizado em Curitiba, que teve a presença do gerente executivo do Setcergs, Gilberto Costa Rodrigues. “Lá na capital do Paraná foi um momento em que houve uma grande conscientização de que precisamos de nossa união para reverter esse problema de pedágio”. Também destacou da necessidade de sensibilizar o Congresso Nacional contra a onda de novos pedágios nas estradas brasileiras. Ele complementou a manifestação o secretário da Associação dos Usuários de Rodovias do RS. “Temos que organizar uma ação imediata contra concessão de três mil quilômetros de rodovias, a cobrança do eixo suspenso e exigindo um valor diferenciado no preço do pedágio do caminhão vazio”.
Assustados
O representante dos transportadores de cargas de Santa Catarina, o vice-presidente da Fetrancesc, Clodomir Ribeiro Alves, informou que o estado catarinense não tem nenhuma praça de pedágio, mas que “estamos acompanhando spbre o que acontece no Rio Grande do Sul e Paraná sobre essa cobrança. Estamos bastante assustados, porque estamos diante de dois estados com rodovias pedagiadas e pagamos muito para usar esses trechos” declarou ele. “Hoje estamos preocupados com os anúncios de criação de pedágios na BR-101 e na BR-116” acrescentou.
Ribeiro recordou que há quatro anos existe uma tentativa de abertura de pedágios na BR-470, no Vale do Itajai. “Conseguimos convencer o Tribunal de Contas de Santa Catarina e depois o Tribunal de Contas da União para reverem os contratos daquele programa de concessão e provamos irregulariedades nos gastos das cinco praças que seriam implantadas nesse trecho. Mas hoje estamos preocupados com a anúncio de postos de pedágios na 101 e 116”, enfatizou o vice-presidente da federação catarinense.
Ao finalizar o encontro, o deputado Appio informou do seu comparecimento no VI Seminário Brasileiro do Transporte de Cargas, que aconteceu no dia seguinte, 26 de abril, no Auditório Nereu Ramos da Câmara Federal, em Brasília. O encontro reuniu empresários e lideranças do setor, deputados federais, senadores, técnicos, especialistas e demais interessados em questões relacionadas com transporte e logística. “Com base nessa reunião, vamos relatar todas os observações feitas aqui na Assembléia Legislativa” prometeu o deputado.
Fonte: imprensa Setcergs.

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