Anfavea ganha tempo para instalar rastreador

Anfavea ganha tempo para instalar rastreador

Brasília, 4.11.08 – O Conselho Nacional de Trânsito (Contran) acolheu o pedido da indústria automobilística de implementar de forma gradual os dispositivos anti-furto na frota do país. De acordo com a Resolução nº 295, publicada no Diário Oficial da União na edição de sexta-feira, as montadoras terão até agosto de 2010, e não do ano que vem, para cumprirem as exigências do órgão regulador.
Conforme o Valor havia antecipado, a instalação dos dispositivos, também conhecidos como rastreadores, será iniciada em agosto de 2009 em 20% dos automóveis que saírem de fábrica, passando para 40% em fevereiro de 2010 e, somente em agosto do mesmo ano é que 100% da frota estaria equipada conforme a determinação do Contran. Os mesmos prazos terão de ser seguidos por fabricantes de caminhonetes e utilitários.
O pedido foi encaminhado por meio da Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea). Além do tempo inicial dado aos fabricantes para a adequação da produção, o custo do equipamento e a falta de especificações tecnológicas fizeram com que as montadoras recorressem ao governo federal para alterar o cronograma de implementação.
A obrigatoriedade de instalação de rastreadores é válida também para motocicletas, caminhões e ônibus, mas os prazos não são os mesmos.
No caso das motocicletas, a totalidade da frota com o dispositivo anti-furto só sairá de fábrica em dezembro de 2010. O processo terá início em agosto do ano que vem com 5% da produção. Já os caminhões e ônibus estarão equipados no mesmo prazo dos automóveis, mas os percentuais de instalação são diferentes. Em agosto do ano que vem, 30% da produção receberá o rastreador, em fevereiro de 2010 a fatia será de 60% e em agosto, 100%.
Fica ainda estabelecido, conforme publicado no Diário Oficial da União, que “o canal de comunicação para envio de informações de posicionamento poderá utilizar qualquer tecnologia de comunicação disponível no mercado desde que apresentem cobertura nacional e seja aprovada pela Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel)”. Fonte: Valor Econômico

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