Florianópolis, 23.3.09 – Crescem, no país, as críticas aos elevados preços dos combustíveis, com variações que ficam muito longe das que ocorrem no mercado mundial de petróleo. O Brasil já está em 11º lugar no ranking dos países com combustível mais caro, e os técnicos do Copom, do Banco Central, responsáveis pelas variações dos juros básicos, admitiram, na ata da última reunião, que os preços dos combustíveis poderão cair.
Um dos maiores críticos da atual situação é Dagnor Schneider, presidente da Coopercarga, cooperativa de empresas de transportes de Concórdia, SC, que representa frota de 1,7 mil caminhões e registra, hoje, queda de 20% na demanda por cargas.
– Nós, transportadores, não estamos podendo usufruir da única vantagem provocada pela crise global, a grande queda do preço do petróleo. Enquanto isso, enfrentamos uma série de dificuldades, como os altos custos dos financiamentos, que foram feitos ainda no período de economia em alta e de outros custos elevados. Do total do preço do frete, de 48% a 52% é o custo do combustível – alerta Schneider.
Segundo ele, o monopólio da Petrobras está impondo grandes dificuldades a toda a população brasileira para atender a interesses de acionistas e de governos, já que a arrecadação de tributos nos combustíveis é muito elevada. Observa, ainda, que a estratégia atual só beneficia a empresa: o lucro líquido, que em 2007 ficou em R$ 17 bilhões, em 2008 saltou para R$ 33 bilhões.
Fonte: Estela Benetti/Informe Econômico/Diário Catarinense
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