Brasília, 14.4.09 – O ministro do Trabalho, Carlos Lupi, adiantou ontem que será lançada na próxima quinta-feira (16) uma linha de crédito para empresas no valor de R$ 4 bilhões para investimentos em saneamento e renovação da frota de caminhões, ônibus e veículos. Segundo o ministro, os recursos já foram aprovados pelo Conselho Curador do Fundo de Garantia por Tempo de Serviço (FGTS) e terão juros reduzidos em relação ao cobrado pelo mercado.
O ministro afirmou ainda que os dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) de março vão mostrar uma melhora no mercado de trabalho em relação a fevereiro. “Em fevereiro já tivemos mais contratações que demissões e o mês de março está sendo melhor que fevereiro”, disse a jornalistas após evento com lojistas no Rio de Janeiro.
“O Brasil vai ser o primeiro país a sair da crise gerando emprego. Desde novembro, será a primeira vez que as três principais unidades da Federação, São Paulo, Rio de Janeiro e Minas Gerais terão resultados positivos ao mesmo tempo”, acrescentou, lembrando que os três Estados representam mais de 65% do mercado de trabalho brasileiro.
Os dados oficiais do Caged devem ser divulgados na próxima quarta-feira. Em fevereiro, foram gerados 9.179 postos de trabalho formais no país. Foi o pior resultado para meses de fevereiro em 10 anos, mas ainda assim representou uma recuperação frente aos meses anteriores.
“O Brasil tem vários setores que estão reagindo muito bem, como o setor automobilístico que vendeu mais nesses primeiros três meses que no ano passado, a construção civil e o comércio voltaram a se aquecer”, afirmou. Fonte: Gazeta Mercantil
Caminhoneiros pedem a Dilma Rousseff queda do preço do diesel
A ministra da Casa Civil, Dilma Rousseff, recebeu hoje o presidente da Central Geral dos Trabalhadores do Brasil (CGTB), Antonio Neto, e representantes do setor de caminhoneiros autônomos. Eles foram relatar à ministra os problemas que estão enfrentando com a crise e pediram o refinanciamento dos caminhões dos autônomos e a redução do preço do óleo diesel, que representa de 40% a 50% do custo do frete.
Segundo Antonio Neto, a ministra se mostrou preocupada com o problema, disse que o governo federal não tinha noção do que estava acontecendo e que vai avaliar as reivindicações. A ministra prometeu, de acordo com o presidente da CGTB, apresentar uma solução no prazo mais rápido possível, mas ressaltou que a questão do combustível é de difícil solução.
Os caminhoneiros ressaltaram à ministra que 80% dos que compraram caminhões novos, antes da crise, estão enfrentando graves problemas de inadimplência e tendo os caminhões tomados pelos bancos, por causa dos atrasos das prestações. Segundo eles, com a crise, o frete caiu 50% no valor e em volume. Hoje a oferta de caminhões é superior à de carga disponível. Eles reclamaram também do alto preço dos pedágios em algumas rodovias brasileiras, particularmente em SP. Fonte: AE