Florianópolis, 16.6.09 – O presidente da Fetrancesc, Pedro Lopes, encaminhou ao diretor-executivo da Confederação Nacional do Transporte (CNT, Bruno Batista, documento com análise da proposta de de Resolução que regulamenta o Programa de Inspeção e Manutenção de veículos Automotivos do país. No relatório da Federação foram colocadas perguntas e sugestões sobre o texto elaborado pela Câmara Técnica de Controle e Qualidade Ambiental (CTCQA) do Conselho Nacional do Meio Ambiente (Conama). O assunto havia sido discutido pelo Conselho de Representantes da Fetrancesc, no último dia 5 de junho, e na ocasião, o diretor financeiro e presidente do Seveículos, Rogério Benvenutti, foi escolhido para avaliar o teor da proposta da resolução e fazer as devidas sugestões importantes para o transporte rodoviário de carga.
Uma das questões levantadas é quanto ao uso de óleo diesel diferenciado no teor de enxofre para cidades de maior e menor porte, como forma de reduzir a poluição. Mas para a Federação, o problema poderia ser resolvido sem essa diferenciação e sem mais custos para o setor, se a indústria petrolífera disponibilizasse óleo de melhor qualidade, como existem em outros países há muitos anos.
Além disso, outro problema da proposta da Resolução é de como seria feito o controle de veículos provenientes de municípios não incluídos inicialmente no Programa de Inspeção e Manutenção. Neste caso como seria aplicado o plano de controle da poluição por veículos em uso. A inspeção, segundo a minuta da resolução, começaria pelas regiões metropolitanas que não atendam os padrões de qualidade do ar. Para a Fetrancesc, simultâneo a isso devríam ter os orgãos públicos um programa de renovação de frota, porque os veículos mais antigos são mais propensos a poluir. E para isso poderia se estabelecer parcerias entre o Estado e as Confederações, Federações e Sindicatos.
Uma dúvida apontada ainda na análise é se a Resolução vai valer igualmente para todos os estados e municípios ao mesmo tempo, já que a sua implantação deve ocorrer em 12 meses após a sua publicação. Outra preocupação” diz respeito à necessidade de inserção de dispositivos que utilizam uréia no mecanismo de exaustão de gases de combustão dos veículos usados, a fim de atender as fases do programa” Além do custo desse processo, os mecanismos seriam estabelecidos pelo fabricantre? É a pergunta.
Outros questionamentos são como será feita a circulação dos veículos de transporte de carga rodoviária que tem sede fora das regiões metropolitanas; poderá ser aceito licenciamento ambiental obtido em outro estado e municípios onde está a sede da transportadora, quais custos adicionais para esse projeto; aumento do custo de veículos novos a partir de 2012 e por último, o prazo para implemnetra o projeto e muito curto. Fonte: Imprensa Fetrancesc
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