Florianópolis, 17.4.09 – A Associação Nacional do Transporte de Cargas e Logística (NTC&Logística) anunciou reajuste de 7,6% no frete. Segundo o presidente da Federação das Empresas Transportadoras de Cargas de SC (Fetrancesc), Pedro Lopes, o aumento será aplicado assim que os contratos forem renovados.
Estudo realizado pela Câmara Técnica de Tarifa e Comercialização da entidade detectou aumento de custos entre março de 2008 e fevereiro de 2009 e constatou que na operação de transferência de cargas, os salários (7,67%), o diesel (12,37%) e os pneus (10,75), por exemplo, tiveram aumentos consideráveis.
Na operação urbana, os grandes vilões das elevações foram a recapagem (16,57%), o óleo de cárter (15,50%) e as câmaras (11,11%). Segundo o Índice de Desenvolvimento do Transporte da Fipe/CNT, entre os meses de outubro do ano passado e março deste ano, a tonelagem transportada teve queda de 11,3%.
No mesmo período, houve a queda de 22,7% da movimentação de caminhões nos pedágios, de acordo com a Associação Brasileira de Concessionárias de Rodovias (ABCR). Para o presidente da NTC & Logística, Flávio Benatti, o reajuste de 7,6% visa dar fôlego ao setor, já que muitos profissionais vem cobrando valores abaixo do custo dos serviços.
Queda nos negócios chega a 70% no Estado
Em SC, o setor de transportes de cargas vem registrando perdas desde o ano passado, em decorrência, principalmente, da crise financeira e da tragédia das chuvas no Vale do Itajaí, que diminuiu consideravelmente o volume de cargas transportadas.
– Esperávamos um redução de 15% entre 20 de dezembro e final de janeiro, mas fomos surpreendidos com 40% – afirmou Lopes.
Parte desta perda já foi recuperada. Agora, os empresários esperam pelo início das safras para que o segmento volte a “respirar”. Mas se de um lado o aumento ajudará um setor, para outros, só vai piorar a situação. É o caso da agricultura.
– Vai haver um peso enorme para o produtor – disse o vice-presidente da Federação da Agricultura de SC, Enori Barbieri, salientando que o frete possui peso significativo no custo. Fonte: Diário Catarinense – publicada em 16.4.09