Brasília, 23.6.09 – Uma comissão formada por representantes do transporte e do governo vai levantar dados sobre o custo do óleo diesel para as empresas de transporte rodoviário de carga. Nesse estudo será apurado ainda o peso de impostos no valor final combustível, como do ICMS, já que as alíquotas variam de estado para estado. Esses dados serão levados ao ministério das Minas e Energia e depois o assunto deverá ser tratado com a Fazenda para encontrar soluções que possam reduzir o impacto do combustível para o transporte. Essa foi a decisão tomada hoje, segundo o presidente da Fetrancesc, Pedro Lopes, depois de uma audiência com o ministro de Minas e Energia, Edison Lobão que aconteceu hoje para tratar da redução do valor do óleo diesel, que chega a representar até 50% do custo do setor.
Participaram do encontro, além de Loes, o presidente da Coopercarga, Dagnor Schneider, do Setcom, Paulo Simioni, do Sitran, Valmor Zanela, o empresário, Itelvino Gral da Transportes Gral, p represnetante da marvel, André João Telocken; o senador Neuto de Conto, os deputados Celson Maldaner, Gervásio Silva, Odacir Zonta. Estavam presnetes ainda José Araújo Silva (Unicam), Zé Carneiro (Cotracagem), Roberto Luis Tedesco, Renato Nóbile (OCB), o vice-presidente da NTC&Logística, José Hélio, e o superintendente da Ocepar Roberto Ricken.
A Fetrancesc, sindicatos associados e a Coopercarga já haviam discutido o assunto em Brasília e mostrado através de um levantamento o preço elevado do óleo diesel levando em conta o preço do barril de petróleo até setembro do ano passado e em fevereiro deste ano. Mas apesar da queda do preço no mercado internacional não havia tido qualquer redução nas bombas. Há cerca de um mês, o governo anunciou redução de 15% do diesel nas refinariass e pouca mais do que 9% nos postos. Mas em muito lugares ainda não houve essa diminuição.
No encontro com o ministro Lobão, deputado federal Celso Maldaner (PMDB/SC) expôs as reivindicações do setor e pediu esclarecimentos sobre a redução do preço do diesel nas refinarias que, segundo dados do próprio governo, não foi repassado as bombas de combustível. Maldaner frisou ainda que o valor do produto subiu quase três vezes mais que a gasolina nos últimos 7 anos. “O diesel na produção agrícola já chega a representar 8% do custo da produção e no setor de transporte impacta em cerca de 50% no lucro das empresas. É preciso repensar o preço imediatamente”, completou Maldaner. Posição também defendida pelo presidente da Coopercarga, Dagnor Roberto Schneider, “50% do frete morre na bomba de combustível. A redução anunciada não chegou às bombas de todo o país”.
Segundo o ministro Lobão o maior vilão do preço do diesel, não está no valor cobrado nas refinarias, considerado baixo para os padrões mundiais, e sim na alta carga tributária que incide sobre os combustíveis. “O combustível brasileiro não é caro nas refinarias. Ele se torna caro devido a carga tributaria que quase dobra o valor do produto final. Nossa gasolina é mais barata que o diesel por que sobra até para exportação, ao contrário do diesel que é importado”, disse. Ainda segundo o ministro, o setor de transportes deve estabelecer diálogo com o ministério da Fazenda e governos locais para baixar impostos e baratear o custo do produto nas bombas.
Fonte: Imprensa Fetrancesc/Imprensa Deputado celso Maldaner
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