Florianópolis, 11.5.09 – Motoristas de caminhão do Brasil poderão ter atendimento médico-hospitalar na Argentina e condutores do país vizinho contarão com serviço semelhante aqui. É isso que permite o acordo firmado entre a Unimed e a Red Argentina de Salud, no seminário da União de Parlamentares Sul-Americanos e do Mercosul (UPM), que se encerrou sábado, em Florianópolis.
A proposta veio da Associação Nacional dos Transportes de Cargas (NTC), e o acordo deve entrar em vigor em cerca de 30 dias. Na avaliação do diretor de mercado da Unimed do Rio Grande do Sul, Norton Goulart, que participou das negociações, esse é o primeiro passo para a criação de uma “Unimed” no Mercosul. A intenção, em breve, é oferecer o serviço também a turistas do Brasil e da Argentina e incluir, também, o Chile. Do lado argentino, o convênio foi assinado pela presidente da Red Argentina de Salud, Griselda Cabrera.
O deputado Elizeu Mattos, que é vice-presidente da UPM e foi indicado para assumir a presidência, diz que esse convênio é fundamental porque, mensalmente, 10,5 mil motoristas do Brasil transportam cargas para a Argentina ou atravessam a Cordilheira dos Andes para ir ao Chile. O obstáculo maior é o frio. Em 2008, 27 motoristas brasileiros morreram e mais de cem ficaram com sequelas irreversíveis.
Aduanas e rodovias
Na Carta de Florianópolis, divulgada após o evento parlamentar e assinada pelo governador Luiz Henrique, o presidente da União Parlamentar do Mercosul (UPM), o argentino José Luis Scarllato, e o vice-presidente, Elizeu Mattos, são feitas sugestões, também, para unificar a legislação de trânsito dos países do Mercosul, viabilizar os corredores bioceânicos e melhorar os serviços de aduanas.
Para se ter ideia, hoje, no Brasil, o motorista deve ter um pneu de estepe e há províncias na Argentina que exigem dois. Fonte: Estela Benetti/Informe Econômico/Diário Catarinense