A situação piorou

A situação piorou

Florianópolis, 16.9.10 – A situação das rodovias federais e estaduais que cortam o Estado não apresentou melhora e colocou Santa Catarina como o pior avaliado da Região Sul do país. A pesquisa feita neste ano pela Confederação Nacional do Transporte (CNT) aponta que dos 3.179 quilômetros de 26 trechos catarinenses percorridos, 7,1% foram considerados péssimos, e 21,9%, ruins. No ano passado, eram 4,6% péssimos e 17,1% ruins.
Em 2009, foram analisados 2.881 quilômetros, de 25 trechos – 10,3% a menos do que este ano. Agora, a BR-486 também entrou no cálculo. O Estado era, no ano passado, o segundo mais bem avaliado da Região Sul e o quarto menos pior de todo o país. Agora, ele ocupa a 10a posição do ranking nacional. Paraná e Rio Grande do Sul continuam entre os cinco melhores.
De acordo com a avaliação, 59,5% dos trechos catarinenses analisados estão em situação ruim, péssima e regular. O número é inferior ao do ano passado (60,2%). Apesar disso, o motivo da perda de posições no ranking nacional é a melhora em outros estados, como Alagoas, Paraíba, Sergipe e Piauí. São Paulo foi o que apresentou menor índice de trechos ruins, péssimos e regulares, com 18,8%. O maior, 96,1%, ficou com o Pará. Os trechos analisados no Estado representam 50,5% do total da malha viária catarinense, que tem 6,3 mil quilômetros de rodovias estaduais e federais. De todas, a que apresentou melhores condições, como pavimento, sinalização e geometria, é a BR-376. O pior intervalo continua na SC-468.

Estado não reflete os dados nacionais

A piora em Santa Catarina vai na contramão da avaliação geral do Brasil. De acordo com a CNT, houve melhora na situação das estradas brasileiras. A pesquisa avaliou 90.945 quilômetros, 1.393 a mais do que no ano passado. Os dados apontaram que 41,2% dos trechos são bons e ótimos. No ano passado, o índice era de 31%. As melhorias foram verificadas, principalmente, no pavimento e na sinalização.
Além disso, diminuiu o percentual de intervalos considerados regulares, ruins e péssimos. Em 2009, eles representavam 69%, contra 58,8% em 2010.
Para o presidente da CNT, Clésio Andrade, a melhoria das rodovias reflete o maior investimento em infraestrutura. De 2007 a agosto deste ano, foram investidos R$ 27,7 bilhões no setor de transporte. A avaliação foi feita entre 3 de maio e 8 de junho. Foram 15 equipes de pesquisadores avaliando as condições de conservação do pavimento, da sinalização e da geometria das principais rodovias estaduais. Fonte: Diário Catarinense

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