BR-101 Sul: Todos pela duplicação

BR-101 Sul: Todos pela duplicação


Florianópolis, 12.7.10 – Não faltou dinheiro. Em cinco anos, R$ 1,2 bilhão foram consumidos. Mesmo assim, a duplicação do trecho Sul da BR-101 está longe de fi car pronta. O Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit) mudou pela terceira vez a data da conclusão total, prevista inicialmente para 2008. Agora, com otimismo e dedos cruzados, pode-se esperar os trechos asfaltados para 2012 e as obras mais complexas para 2013. O lote 29, o mais atrasado, é pura desolação. Duas empreiteiras abandonaram a obra e nenhum quilômetro está duplicado. Em terras catarinenses, pouco mais da metade dos 238,5 km de estrada está duplicada. Trechos interrompidos bruscamente por longos trajetos inacabados ou sequer iniciados, viadutos que não passam de intenções, túneis que só existem na imaginação de técnicos, trevos cuja ausência ajuda a gerar prejuízos e a causar mortes e dor. Entre tantas coisas, faltou cobrar das empreiteiras a execução dos prazos previstos em contrato. E faltou punir as que ignoraram seus deveres.
Durante quatro dias, entre 6 e 9 de julho, o DC chamou a atenção dos catarinenses para os atrasos e os enormes riscos que a duplicação ainda corre. Uma série de reportagens colocou o dedo na ferida das relações entre o Dnit e as empreiteiras, mostrou o peso das questões ambientais, apontou problemas técnicos nos trechos já duplicados e fez vários outros alertas.
Logo após a série, ouvimos mais de 40 lideranças empresariais, políticas, comunitários e de governo. Depoimentos que, juntos, formam uma prova viva do sentido de urgência, do nível de conscientização e da cobrança aguda por um direito que há anos vem sendo sonegado dos catarinenses.
 
Depoimentos

Não sou mais otimista em relação a estas datas para a conclusão da duplicação. Nossa paciência chegou ao limite. A sociedade toda está vendo o problema. Nós, do transporte de cargas, somos um dos setores mais prejudicados. Hoje, uma viagem de duas horas e meia leva mais de quatro horas. Se tem dinheiro, o que faltou então? Pedro Lopes – Presidente da Federação das Empresas de Transporte de Carga e Logística de Santa Catarina (Fetrancesc)

Leia os demais depoimentos no
http://www.clicrbs.com.br/pdf/8561317.pdf
http://www.clicrbs.com.br/pdf/8561476.pdf
http://www.clicrbs.com.br/pdf/8561477.pdf
Fonte: Diário Catarinense – 11.7.10

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