Casos de gripe A em Santa Catarina devem atingir auge em um mês, prevê Vigilância Epidemiológica

Casos de gripe A em Santa Catarina devem atingir auge em um mês, prevê Vigilância Epidemiológica

Florianópolis, 7.08.2009 – Os casos de contaminação com o vírus da gripe A em Santa Catarina devem atingir o seu auge em um mês. Mesmo assim ainda não é possível estimar o número de pessoas que podem contrair a doença. A informação é da Vigilância Epidemiológica do Estado.
Segundo o diretor do órgão estadual, Luis Antonio Silva, a tendência é que depois deste período, compreendido entre o fim de agosto e o início de setembro, o número de pacientes comece a se estabilizar e, em seguida, a diminuir.
— Não queremos fazer estimativas do número de casos porque ainda estamos investigando muitos pacientes. Mas, a previsão do tempo aponta para dias menos frios e isso tem nos animado bastante — confessou Silva. De acordo com o diretor da Vigilância Epidemiológica de Santa Catarina, a segunda remessa do medicamento Tamiflu, contra a gripe A, deve chegar em Santa Catarina nesta sexta.
Depois dos primeiros seis mil kits, os novos remédios podem atender agora 29 mil pessoas, sendo 15 mil para uso adulto e 14 mil destinado para as crianças.

Médicos recebem novas orientações do Tamiflu

Médicos dos principais hospitais catarinenses e profissionais de saúde se reuniram na quinta-feira, em Florianópolis, durante uma videoconferência, para receber novas orientações sobre como proceder em relação ao medicamento Tamiflu.
Durante o encontro, que contou com 260 pontos de acesso em todo Estado, os agentes da saúde tiraram dúvidas e receberam mais informações sobre as novas condutas terapêuticas que ampliam a autonomia dos médicos para receitar o remédio a pacientes de maior gravidade.
Para Luis Antônio Silva, o novo protocolo anunciado pelo Ministério da Saúde, na terça-feira, é uma medida positiva e vai contribuir no combate às mortes, além de diminuir o número de internações nas Unidades de Terapia Intensiva (UTI).
— Pelo nosso acompanhamento o vírus ainda pode sofrer mutação durante três anos. Até que ele se acomode, vai fazer muito estrago — lamentou.  Fonte: Diário Catarinense

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