Combater as deficiências logísticas deve ser a prioridade de 2011, defende empresário do transporte

Combater as deficiências logísticas deve ser a prioridade de 2011, defende empresário do transporte

Chapecó, 23.12.10 – Combater as deficiências logísticas deve ser a prioridade máxima dos governantes – presidente da República e governadores – que assumem em janeiro, de acordo com o presidente da Cooperativa dos Transportadores Coletivos de Passageiros e Cargas do Oeste Catarinense (Cotraoca), Sérgio Utzig.
O dirigente observa que a criação do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), apesar do arrojo das propostas de investimentos, ainda não foi suficiente para a melhoria da infraestrutura nacional. Prova disso é que o Brasil esta no topo da lista das piores estruturas de transporte e logística entre as nações emergentes do mundo.
O empresário menciona levantamento da Confederação Nacional da Indústria, baseado na avaliação de 14 países com presença no mercado mundial e com características econômicas e sociais semelhantes às brasileiras. O estudo avaliou as áreas de transportes, energia e telecomunicações de todas as nações. Na composição do ranking, o Brasil ficou com a terceira pior colocação, à frente apenas de Colômbia e Argentina.
Sérgio Utzig chama a atenção para a grave situação dos transportes, apontada pela pesquisa internacional. Além da precariedade do acesso terrestre, os portos têm grandes problemas com a profundidade de seus canais de acesso marítimo. O Programa Nacional de Dragagem deverá amenizar o problema, mas muitos terminais continuarão sem capacidade para receber a nova geração de navios de grande porte.
Em infraestrutura ferroviária, o Brasil ficou em 13º lugar. Um dos principais problemas é o tamanho da malha, de apenas 28 mil km. Além disso, o transporte ferroviário está concentrado em poucos produtos. O principal deles é o minério de ferro. No item qualidade das rodovias, ficou em 12º lugar. Apenas 11% de toda malha rodoviária nacional é pavimentada e parte dela está em condições consideradas ruins ou péssimas.
O crescimento econômico deste ano gerou uma demanda por serviços de transporte muito maior que o aumento da oferta. Os investimentos do PAC, embora insuficientes, impediram que o país sofresse um “apagão logístico”.
O presidente da Cotraoca mostra que o desafio do próximo governo será aumentar o volume de recursos destinados ao setor de infraestrutura logística, dos atuais 1,8% do Produto Interno Bruto para, no mínimo, 4% ao ano.
Os países avaliados foram Rússia, Canadá, Coreia, África do Sul, Espanha, Austrália, Chile, México, China, Índia, Polônia, Colômbia, Argentina e Brasil. Em infraestrutura portuária, o Brasil ficou em 14º lugar. Fonte: MB Comunicação

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