Capivari de Baixo, 8.10.10 – O Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit) vai intermediar a negociação entre o consórcio responsável pelas obras de duplicação da BR-101 no lote 25, entre Laguna e Capivari de Baixo, e duas empresas terceirizadas que paralisaram os trabalhos por falta de pagamento do contratante. Uma reunião será realizada hoje na sede regional do Dnit em Tubarão para que o impasse seja resolvido.
As empresas Amilton Lemos e Cooperativa de Transportes de Capivari de Baixo (Coopertranscap) alegam que o consórcio Blokos-Araguaia-Emparsanco deve cerca de R$ 1 milhão por conta dos serviços executados no trecho nos últimos seis meses. A empreiteira reconhece a dívida, mas discorda de alguns valores. A paralisação iniciada quarta-feira tirou dos canteiros de obras mais de 50 operários e dezenas de máquinas.
O diretor do Dnit em Tubarão, Avani Aguiar de Sá, diz que não tem como solucionar esse problema, já que a dívida é do consórcio com as empresas, e que a única medida a ser feita é intermediar uma negociação.
– Esperamos que eles se entendam, pois do contrário a obra continua parada e isso é péssimo. O consórcio é o responsável pelo trecho e se ninguém mais trabalhar a obra não evolui e o Dnit pode adotar medidas como aplicação de advertência até rescisão do contrato – ressalta.
Ontem, um representante da Blokos-Araguaia-Emparsanco procurou os integrantes das duas empresas terceirizadas para solicitar pelo menos a realização da irrigação das cinzas para a terraplanagem do viaduto. Essa ação, exigida pela Fundação do Meio Ambiente (Fatma), evita que a poeira cause problemas à comunidade, mas o pedido foi negado.
Manifestação discreta de grevistas na rodovia
Mesmo em greve, o funcionários das empresas não deixaram a BR. A ideia é fazer uma “manifestação discreta” na rodovia.
– Não faremos serviço algum enquanto não recebermos parte do dinheiro atrasado. Eles que se entendam com a Fatma com esse problema que vai surgir quando o o tempo melhorar – explica Amilton Lemos, dono de uma das empresas terceirizadas que pararam de trabalhar. Fonte: Diário Catarinense.