Florianópolis, 12.3.10 – O governo federal pretende reduzir a participação do transporte rodoviário de carga dos atuais 58% para apenas 30%, em 2025. Para essa mudança a União concentra seu planejamento para ampliar a participação do modal ferroviário que teria a fatia de 35%, dentro de 15 anos. O Aquaviário ficaria com 29%, dutoviário com 5% e aéreo com 1%. Esses dados foram apresentados ontem, na sede da Fiesc, em Florianópolis, pelo secretário Nacional de Política de Transporte, Marcelo Perrupato, ao fazer uma revisão e ajustes com os representantes dos setores econômicos e políticos da região Sul do Plano Nacional de Logística e Transporte (PNLT). O debate também servirá para fazer o Plano Plurianual de 2012 e 2015.
O presidente da Fetrancesc, Pedro Lopes, participou dos debates do evento. O principal questionamento dele, após ver as propostas apresentadas para o futuro, é de onde virá o dinheiro, já que todo o ano, o governo federal não consegue investir para atender a demanda. Além disso, Lopes, como em outras oportunidades, questionou Perrupato sobre qual a fórmula a ser adotada para diminuir a participação do modal rodoviário e aumentar os demais. Deixaria se investir nas já tão combalidas estradas para fazer ferrovias?
Perrupato não soube explicar de onde virão os recursos para realizar as mudanças previstas no PNLT, que somam investimentos na ordem de R4 290 bilhões, para todo o país até 2025. Perrupato fez questão de dizer que o PNLT é um planejamento estratégico com visão de longo prazo das necessidades de infraestrutura para o crescimento. Admitiu que na área tem obras que são urgentes para que a economia possa avançar.
Ele não soube dizer como será a mudança do modal rodoviário para o ferroviário, aquaviário e outros. Só para citar um exemplo há mais de 10 anos que se tenta duplicar a BR-101 em Santa Catarina. E para deixar a estrada com mais duas pistas prontas, alguns pontos já estão saturados, serão necessários mais quatro a cinco anos.
Na onda da ferrovia, em Santa Catarina estão previstos dois projetos, a Ferrovia Leste-Oeste, que liga o Extremo-oeste com o porto de Itajaí e a Litorânea com 235,6 km de extensão, e ligará os portos de Imbituba, Itajaí e São Francisco do Sul e incorporar a Ferrovia Tereza Cristina ao Sistema Ferroviário Nacional. Essas obras são desejos antigos, que nunca saem do papel e são obras de custos altíssimos. Fonte: Imprensa Fetrancesc
Compartilhe este post