Porto Alegre, 12.3.10 – As federações de empresas de transporte de cargas do Rio Grande do Sul, Santa Catarina e Paraná, com a presença dos presidentes dos sindicatos de suas bases, promoveram pela primeira vez uma reunião em Porto Alegre. O encontro denominado Intersindical Região Sul ocorreu na sede do Senat na capital gaúcha, e congregou presidentes de 42 sindicatos. O objetivo da mobilização foi uma série de projetos de lei que tramitam no Congresso e podem trazer importantes repercussões para o segmento de transporte, entre eles a reforma tributária, a licença paternidade, demissão sem justa causa e o tempo de direção. De Santa Catarina participaram o presidente da Fetrancesc, Pedro Lopes e os presidentes do Setcesc, Osmar Ricardo Labes, do setran, Norberto Koch, do Setplan, Osvaldo Piloni, do Setracajo, Joel Correa, do Setransc, Argemiro Barreto Filho, do Sindicargas, Julio Cesar Hess, além do dirteor da Fetrancesc, Márcio Hess e do assessor jurídico, Luiz Ernesto Raymundi.
Na abertura do encontro no dia 25 de fevereiro, presidente da Fetransul,Paulo Caleffi, alertou que as políticas do governo federal vão de encontro ao futuro do setor, exigindo uma posição firme da classe empresarial, sob pena do modal rodoviário perder mercado a médio e longo prazo, fato evidenciado até mesmo nas projeções do Plano Nacional de Logística e Transporte PNLT), que aponta uma redução de 50% para este modal até o ano de 2025.
Durante os debates as lideranças da Região Sul decidiram enviar correspondências aos deputados federais e senadores de seus estados com vistas a sensibiliza-los frente aos aspectos inadequados de diversos destes projetos de lei. Foi notória a insatisfação dos presentes frente a tantos projetos que oneram o setor e diminuem a competitividade do modal rodoviário.
Debates sobre o Estatuto do Motorista
A Intersindical prosseguiu na sexta-feira, 26 de fevereiro, na sede do Setcergs, que promoveu uma reunião com o senador Paulo Paim para debater o Estatuto do Motorista. Os presidentes das três federações do sul do Brasil expressaram ao senador de que não são contra a idéia de um Estatuto do Motorista, mas demandam que não se crie uma lei sem antes ter em conta a falta de infra-estrutura para que os motoristas disponham de pontos de parada, já que este é um dos aspectos mais notórios do projeto do senador.
Fonte: texto e fotos: paulo Zigler