Líderes empresariais do transporte e autoridades defendem um Mercosul também no trânsito e no transporte

Líderes empresariais do transporte e autoridades defendem um Mercosul também no trânsito e no transporte

 O presidente do Setcergr, José Carlos Silvano, abriu os discursos  no  II Encontro de Segurança no Trânsito do Mercosul, dizendo que “há muitos estamos empenhados para obter um Mercosul efetivo. Defendemos os fins dos entraves de diversas origens que emperram esta integração, como nas questões aduaneiras, com excessos de burocracias. Queremos uma padronização nas normas de trânsito para avançarmos nesta integração, que evoluiu muito pouco em quase duas décadas de Mercosul”. Ele falou em nome do Setcergs,  da Fetransul, ABTI, CIT e das entidades de Transporte e Logística do RS. “Esperamos que o encontro deste parlamento seja proveitoso para que realmente tenhamos um Mercosul efetivo”, acrescentou Silva.
O encontro aconteceu na sede do Setcergs, no último dia 10 de julho, em Porto Alegre. Estavam presentes o presidente da Comissão de Infraestrutura, Transporte, Recursos Energéticos, Agricultura e Pesca, do Parlamento do Mercosul, deputado federal Beto Albuquerque; o vice-presidente, deputado Juan José Dominguez (Uruguai);  o deputado estadual Miki Breier; o diretor do Denatran, Alfredo Peres da Silva; os representantes da ANTT, Marco Antônio Lima das Neves; da Polícia Rodoviária Federal no RS, Marcelo Paiva; do Batalhão da Policia Rodoviária Estadual, tenente coronel Edar Borges Machado, entre outras autoridades.
Durante todo o dia, os participantes do encontro analisaram 10 pontos prioritários para chegar à harmonização das normas nos países do bloco, entre elas uso de luzes dos veículos, de capacete e de cinto de segurança, política de combate ao álcool, seguro obrigatório, combate ao excesso de velocidade, direção defensiva, unificação de pesos e medidas de veículos de carga, entre outros.
O representante da presidência da Assembleia Legislativa do RS, o deputado Miki Breier, enalteceu a necessidade da integração na prática do Mercosul. “Que os países sejam mais irmanados, principalmente nas questões de transporte de cargas e passageiros”, declarou o parlamentar.Lamentou os graves problemas que os caminhoneiros sofrem com esta falta de harmonia na legislação e na fiscalização ao transitarem pelas rotas do Mercosul.
O diretor do Denatran, Alfredo Peres. também destacou a necessidade da padronização da frota de veículos que circulam pelo Mercosul. Disse que o aumento de veículos exige uma uniformização nos padrões da legislação de trânsito entre esses países.”Esperamos que este parlamento consiga viabilizar essas questões indispensáveis para consolidar uma verdadeira integração”, assinalou Alfredo Peres.
Vice-presidente do Parlamento do Mercosul, o deputado uruguaio Juá Jose Dominguez, cumprimentou Albuquerque pelo fato de ele ter compreendido a necessidade de se desencadear esse trabalho de harmonização da legislação de trânsito dos países. Dominguez citou a recente morte de um caminhoneiro paraguaio como exemplo do drama diário vivido pelas famílias desses trabalhadores. Segundo o vice-presidente do Parlasul, mudar esse quadro é o desafio prioritário. “Se nós que trabalhamos pela integração de nossos países não o fizermos, temos que voltar para casa”, cobrou. “Precisamos achar caminhos para horizontalizar as normas do Mercosul. Perdemos de 6 a 7 pessoas por dia em nossos países no trânsito – aqui no Brasil chega a 100 por dia. Isso é inconcebível”, lamentou Dominguez.

Pandemia são as mortes no trânsito

O presidente da Comissão, deputado Beto Albuquerque abriu sua manifestação agradecendo o Setcergs, a Fetransul, CIT, ABTI e demais entidades representativas de transporte e logística. “São anfitriões e parceiros nesses debates. Vamos aqui discutir os desafios que nós temos no trânsito do Mercosul”, anunciou.
Sobre o tema em pauta comparou com a pandemia da Gripe A, que preocupa os governos do Cone Sul. “Se há uma epidemia que existe há muitos anos, ela se chama mortes no trânsito. Não há lugar no mundo em que estamos livres dessa tragédia”, enfatizou o parlamentar brasileiro.
Mostrou que o Brasil é o quinto país mais violento do mundo no trânsito, sendo superado apenas pelos Estados Unidos, Índia, China e da Rússia. “Gastamos cerca de R$ 30 bilhões por ano para atender acidentados e inválidos em acidentes”, declarou.
Mostrou também que o mundo gasto hoje para custear esses prejuízos, mais de três vezes o orçamento de todas as nações pobres do planeta juntos. “É uma deformação que não pode continuar. Com enfrentar esse grave problema, se não através de leis. Por isso precisamos harmonizar as legislações, com leis claras e fiscalização eficiente”, observou o deputado federal.
Sobre o evento, explicou que nesta sexta-feira haveria uma reunião técnica sobre alguns pontos que envolvem a segurança e a vida. Citou o álcool e a velocidade como os maiores causadores dos acidentes. “Precisamos de tolerância zero para a bebida no trânsito. Este é o nosso pedido.
Sobre o Transporte Rodoviário de Cargas Beto Albuquerque salientou que cada país tem sua própria regra de fiscalização e exigências para os veículos e seus condutores. “Têm países onde o cinto de segurança e o uso de capacetes para motoqueiros não são obrigatórios” exemplificou.
Disse ainda, deste encontro sairá uma resolução do Parlamento do Mercosul, como recomendação aos parlamentares dos países que compõem o Mercosul. “Espero que daqui saia a idéia para conseguirmos um clima de harmonia e paz para resolver essa grave epidemia, que são as mortes no trânsito”.

Audiência Pública

No sábado, 11, esta Comissão do Parlamento do Mercosul promoveu uma Audiência Públicaenfocandoo tema “Problemas e Conflitos no Transporte de Carga no Mercosul”. O objetivo da audiência foi discutira situação do transporte internacional de cargas, no âmbito do Parlamento do Mercosul, com a participação de entidades do setor de transporte dos países que integram estemercado comum para o Cone Sul.. Fonte: Wagner Dilélio
 

Compartilhe este post