Florianópolis, 11.9.09 – O presente por ter completado um ano na função de atendente de telemarketing em uma empresa de Florianópolis, Fiamma Mara Cardoso já recebeu. Ela faz parte do grupo de 518 mil catarinenses que, beneficiados com a criação do salário mínimo regional, vão virar o ano com reajuste no contracheque.
Com o novo piso, que entra em vigor em 1° de janeiro, a categoria dela passará de um piso de R$ 465 (valor atual do salário mínimo nacional) para R$ 616 por mês.
O aumento no sálario festejado por Fiamma e colegas de profissão é resultado de muita articulação política, que culminou com a aprovação, quarta-feira, na Assembleia Legislativa, do texto enviado pelo governo do Estado em julho.
Apesar da pressão do empresariado, Santa Catarina tornou-se o quinto Estado do país a adotar o mínimo regional (confira quadro na página 16).
O resultado, que desagradou patrões, é reconhecido como uma vitória pelos representantes dos empregados. Em alguns segmentos, como o de alimentação, os ganhos chegaram a R$ 147 por mês.
Segundo o presidente do sindicato da categoria no Extremo-Oeste do Estado, Jair Paulo Stahler, a maior parte dos trabalhadores desta área recebe, atualmente, entre R$ 500 e R$ 520 por mês.
Nos segmentos do comércio e da agricultura, o avanço salarial também será significativo. Nesta última categoria, por exemplo, a remuneração mensal costuma ficar entre R$ 400 e R$ 550.
Em outros segmentos, o novo mínimo regional não trará impacto importante. É o caso de quem trabalha com processamento de dados. A nova lei institui um piso de R$ 679 para a categoria, mas, por conta da falta de mão de obra para abastecer um setor de tecnologia aquecido, o salário de mercado da categoria gira em torno de R$ 1,5 mil, segundo apurou o Diário Catarinense.
Para o coordenador sindical do Dieese-SC, Ivo Castanheira, o dinheiro extra que os empregados vão receber a partir de janeiro ajudará a movimentar a roda da economia catarinense. Ele argumenta que, à medida que os trabalhadores ganham melhor, gastam mais também, alimentando o mercado interno. Opinião compartilhada pelo presidente da Central Única dos Trabalhadores (CUT-SC), Neudi Giachini.
– As entidades patronais do comércio comemoram o 13º salário porque injeta dinheiro na economia. Então, se o trabalhador vai receber mais no final do mês, elas deveriam comemorar também. Fonte: Diário Catarinense
Compartilhe este post