No Brasil já são 11 vítimas fatais da Gripe A, sete só no RS, dois caminhoneiros.Sul unido contra H1N1

No Brasil já são 11 vítimas fatais da Gripe A, sete só no RS, dois caminhoneiros.Sul unido contra H1N1

Porto Alegre, 16.7.09 – Dois dos três casos de mortes com suspeitas de gripe A em Passo Fundo foram confirmados nesta tarde pelo secretário de Saúde do município, Alberi Grando. Com isso, o Estado contabiliza sete óbitos pela doença. No Brasil, são 11 vítimas fatais.
No país, já são 11 mortes por causa da doença, sete no Rio Grande do Sul. Nesta quinta-feira foram confirmadas duas mortes em Santa Maria, uma em Uruguaiana, uma em Osasco (SP) e uma no Rio de Janeiro.
O primeiro caso fatal da doença no país foi registrado em Passo Fundo, no dia 28 de junho. No dia 10 de julho, a Secretaria de Saúde de São Paulo anunciou a segunda morte pela nova gripe no Brasil, de uma menina de 11 anos, da cidade de Osasco, que morreu no dia 30 de junho.
Em 13 de julho, a secretaria estadual da Saúde do Rio Grande do Sul confirmou o terceiro caso no país, de um menino de 9 anos que morava em Sapucaia do Sul e morreu no dia 5 de julho. No dia seguinte, SP anunciou a morte de um homem de 28 anos como a quarta morte pela gripe.

Segundo caminhoneiro

Um caminhoneiro morreu na madrugada desta quinta-feira, na Santa Casa de Uruguaiana (RS), em consequência da gripe A (H1N1). O prefeito de Uruguaiana, José Francisco Sanchotene Felice, e o hospital confirmaram a morte. Quando ele foi internado no estabelecimento, o Centro Estadual de Vigilância em Saúde do RS confirmou que ele havia contraído a nova gripe. Segundo o prefeito, ele sofreu uma parada cardíaca.
Ele era natural de Itaqui (RS) e teria contraído o vírus na Argentina.

Veja a cronologia das  confirmações das 11 mortes:

28 de junho

Passo Fundo – 1

10 de julho

Osasco (SP) – 1

13 de julho

Sapucaia do Sul (RS) – 1

14 de julho

São Paulo (SP) – 1

16 de julho

Passo Fundo (RS) -2
Santa Maria (RS) – 2
Uruguaiana (RS) -1
Osasco (SP) – 1
Rio de Janeiro (RJ) – 1
Fonte: Zero Hora

Sul mobilizado contra a gripe A

Florianópolis, 16.7.09 – Secretários de Saúde da região Sul do país estiveram reunidos ontem em Porto Alegre. Ao mesmo tempo, outro encontro ocorria em Buenos Aires, na Argentina, entre representantes dos ministérios sul-americanos da Saúde. Apesar da distância de 1,3 mil quilômetros, a pauta era comum: ações unificadas de combate ao avanço da doença.
Os secretários da Saúde de Santa Catarina, Luiz Eduardo Cherem; do Rio Grande do Sul, Osmar Terra; e do Paraná, Gilberto Martin, além de diretores das vigilâncias em saúde dos três estados deram o primeiro passo: propor ao Ministério da Saúde que o Brasil unifique os protocolos da gripe A com Uruguai e Argentina. A ideia é que os três países utilizem a mesma linguagem para tratar da doença e os mesmos conceitos de casos confirmados e suspeitos.

De acordo com os secretários, as diferenças nos protocolos estão atrapalhando, por exemplo, as negociações para o reforço do controle da nova gripe nas fronteiras com os países vizinhos.

– Os gestores sentiram a necessidade de se unir para reduzir a circulação do vírus H1N1 da gripe A, em especial por conta da peculiaridade das condições climáticas e das fronteiras com os países do Conesul – explicou o secretário de Saúde de Santa Catarina, Dado Cherem.

O grupo também vai pedir medidas ao Ministério Público para agilizar os exames laboratoriais e querem uma reavaliação dos critérios utilizados em relação à nova gripe. Além disso, reivindicarão mais agilidade na distribuição do tamiflu, antiviral utilizado no combate à gripe A.

Quanto à demora dos exames, hoje realizados apenas nos laboratórios Evandro Chagas, no Pará; Adolfo Lutz, em São Paulo; e Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), no Rio de Janeiro, e que levam até uma semana para conclusão, foi informada a intenção de que laboratórios dos três estados podem realizá-los.

Também ontem foi confirmada a chegada do Exército brasileiro para ajudar nas ações da Vigilância Sanitária nas fronteiras dos três estados com Uruguai e Argentina. Em Dionísio Cerqueira, no Oeste catarinense, na fronteira com a Argentina, os militares são aguardados hoje. Profissionais da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) e da lnspetoria local da Receita Federal esperam cerca de 15 pessoas.

A funcionária da Anvisa no município, Sônia Pires Inácio, espera que os militares comecem o serviço no final da tarde de hoje.

Argentina é o país com a maior taxa de mortalidade

No encontro em Buenos Aires, representantes dos ministérios da Saúde do Brasil, Argentina, Chile, Bolívia, Paraguai e Uruguai, avaliaram durante quase quatro horas de reunião a expansão da gripe A na região.

O ministro da Saúde da Argentina, Juan Manzur, disse que a reunião serviu para analisar e compartilhar informações sobre a pandemia. Ele afirmou que os países da região adotarão “medidas conjuntas” para combater o avanço do vírus.

Além disso, o ministro argentino sustentou que existe preocupação entre os países da região sobre as chances de contar com uma vacina nos próximos tempos, já que grande parte da produção da vacina já está “comprometida” – referindo-se à venda da vacina para os países do Hemisfério Norte.

O representante brasileiro do encontro, Eduardo Hage, diretor do Departamento de Vigilância Epidemiológica do Ministério da Saúde, disse que a gripe A não deve se espalhar no Brasil da mesma forma com que evoluiu na Argentina por vários fatores.

Um deles é o clima, menos frio que no sul do continente e menos propício para a gripe; e o outro, as recentes medidas adotadas pelas autoridades sanitárias no Brasil, que tomaram como prioridade no tratamento os casos graves da doença.

A Argentina já é o segundo país com o maior número de mortos por gripe suína, perdendo apenas para os Estados Unidos. De acordo com dados do Organização Mundial da Saúde (OMS), divulgados pelo Ministério da Saúde, o país registrou 3.056 casos e 137 mortes, a maior taxa de mortalidade pela nova doença no mundo: 4,48%.

O país é um dos sete onde a transmissão do vírus entre pessoas é considerada sustentada. Na última atualização da OMS, 122 países haviam registrado casos de gripe, com cerca de 119.400 infectados e 591 mortes. A taxa de mortalidade da gripe H1N1, no mundo, é de 0,5%. Estados Unidos, México, Canadá, Chile, Austrália e Reino Unido são os outros países também apresentam transmissão sustentada da nova doença. Fonte: Diário Catarinense

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