Nova proposta sai até o final do mês

Nova proposta sai até o final do mês

Florianópolis,  3.5.11 – Após 120 dias de suspensão de novas concessões no programa de incentivos Pró-Emprego para empresas que importam produtos acabados e matérias-primas para a revenda, a Fazenda ainda trabalha em uma nova matriz para balizar os programas de incentivo do Estado. A meta, agora, é entregar a proposta até o final deste mês.
A matriz que a Fazenda pretende apresentar para aprovação na Assembleia Legislativa vai nortear a inserção de novas empresas nos programas de incentivos fiscais vigentes. Ela vai definir, também, o enquadramento de empresas que quiserem mudar de modalidade de benefícios e influenciar as renovações. Fazem parte da lista de programas que serão afetados, além do Pró-Emprego, o Pró-Cargas, o Pró-Náutica e o Prodec.
De acordo com Almir Gorges, secretário do Estado da Fazenda em exercício enquanto o titular, Ubiratan Rezende, está viajando, a nova proposta de incentivos vai contemplar mais os empreendimentos industriais e os centros de distribuição do que as empresas de importação.
– Essa nova matriz vai dar uma pontuação maior para as empresas que vêm gerar emprego e renda no Estado. Terão mais pontos aqueles que forem investir em regiões que apresentam depressão socioeconômica – adianta Gorges.
Ele comenta que a proposta terá diferentes faixas de pontuação e, para cada uma delas, uma possibilidade diferenciada de tributação.
– Quantos mais pontos uma empresa tiver, mais chances dela receber o máximo de benefícios possível.
Uma das mudanças do novo modelo é que ele definirá um padrão claro, eliminando a intermediação do secretário da Fazenda que, até agora, tinha a palavra final para decidir quem receberia o Pró-Emprego.
Em evento na Fiesc, em abril, Ubiratan Rezende disse que, com a aprovação na Assembleia, a Fazenda vai parar de legislar sobre o assunto por decretos “para deixar essa situação transparente de uma vez por todas”.

Deu no DC
Matéria de 17 de abril detalhou as dificuldades para SC elaborar nova proposta
As alterações já feitas pelo governo
– As 804 empresas incluídas no Pró-Emprego continuam importando produtos acabados para a revenda, desde que eles não tenham similar no Estado e que não estejam incluídos na lista de mercadorias que não podem receber concessões especiais. Estas empresas também podem continuar importando matéria-prima e ter acesso aos outros benefícios previstos pelo programa.
– Apenas novos pedidos de concessão para empresas que não estão incluídas e que gostariam de importar produtos para comercialização, assim como matérias-primas que seriam revendidas para terceiros, estão suspensos.
– As 11 empresas enquadradas no artigo 148-A tiveram os benefícios revogados. Todas são grandes importadoras.
– Estas empresas pagavam 0,42% de alíquota de ICMS e mais 0,50% de imposto para o Fundo Social para a importação – o normal seria de 12% ou 17%.
– Elas teriam que migrar para outro programa a partir de maio. Mas sem uma nova proposta pronta, a Fazenda sugeriu que estas empresas tivessem o benefício prorrogado. A Assembleia Legislativa aprovou a saída até que uma nova matriz para a política de incentivos fiscais fique pronta

Fonte: Diário Catarinense/Alessandra Ogeda

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