Número de mortes em aceleração

Número de mortes em aceleração

Florianópolis, 8.8.11 – Aumento no 1º semestre, em relação ao ano passado, ocorreu principalmente em rodovias estaduais como a SC-301, no Norte.
O primeiro semestre do ano foi violento nas estradas e vias locais de Santa Catarina. Aconteceram pelo menos 616 mortes no trânsito. Um salto de 13% em comparação com 2010, quando 532 pessoas morreram em acidentes. A alta velocidade e as ultrapassagens nas vias não duplicadas são os principais motivos para isso.
Somente nas estradas federais foram 302 mortes nos primeiros seis meses de 2011, 43 a mais do que no mesmo período do ano passado, o que quebrou a pequena atenuação que ocorreu de 2009 para 2010, quando o número de mortes caiu de 268 para 259.
O chefe de Comunicação Social da Polícia Rodoviária Federal (PRF) em SC, Leandro Andrade, atribui o salto a fatos isolados, como a batida entre um caminhão e um ônibus, na BR-282, em Descanso, no Oeste, que resultou na morte de 26 pessoas no dia 5 de março. A batida aconteceu às 3h15min, quando uma carreta desgovernada tombou na descida da Serra do Rio das Antas e se arrastou sobre o asfalto, se chocando contra o ônibus, que levava uma excursão de gaúchos em direção ao Paraná.
Se a BR-101 foi onde ocorreram mais mortes, com 91 vítimas, a situação também é grave na BR-282 e BR-470, principalmente se for levado em conta a o número de mortes proporcional ao total de acidentes. Enquanto na BR-101 houve uma morte para cada 51 acidentes, na BR-470 foram um a cada 26 ocorrências e a BR-282 um a cada 20.
– A BR-101 tem boa parte da via duplicada e as outras duas ainda são de pista simples, com a maioria das mortes provocadas por ultrapassagens – explica Andrade.
Nas rodovias estaduais o avanço no número de mortes foi ainda maior. Passou de 127 nos primeiros seis meses de 2010 para 177, o que corresponde a uma elevação de 28%. A estrada mais violenta foi a SC-301, entre São Francisco do Sul e São Bento do Sul. Lá ocorreram 15 mortes, sendo que 10 foram entre o final de janeiro e março, quando os carros que vinham do Paraná para SC precisavam desviar pela rodovia, na região da Serra Dona Francisca, devido à queda de barreira na BR-376.
– Aquele período de deslizamentos, com mudança de itinerário, teve um fluxo além do normal na BR-301. Uma soma de fatores contribuiu para a ocorrência de tantas fatalidades: motoristas que desconhecia a rota, a pista sinuosa e a pressa – observa o sargento da Polícia Militar Rodoviária (PMR), Rafael Nicoleit.
Somente nas vias locais não houve aumento acentuado. A PM não conta com dados sobre o número de mortes. Mas, se for levado em conta o número de acidentes fatais – com pelo menos uma vítima –, o índice se manteve. Foram 147 em 2011, uma mais que os 146 em 2010.
O comandante da 1ª Região da PM na Capital, João Henrique Silva, especialista em segurança de trânsito, avalia que a redução de batidas na área urbana é resultado da fiscalização.
– Cada vez mais vemos fotossensores nas ruas. Hoje não são mais comum acidentes por avanço de sinal. Parou por causa da fiscalização eletrônica. Outro fator é que nas vias locais o condutor não costuma ultrapassar tanto quanto nas rodovias, o que é uma das principais causas de mortes nas estradas.
Fonte: Roberta Kremer

Mortes no trânsito



Florianópolis, 8.8.11 – O número de mortos em acidentes de trânsito em Santa Catarina, durante o primeiro semestre, foi 13% maior do que o registrado no mesmo período do ano passado. Em números absolutos, um aumento de 532 para 616 mortos. Somente nas rodovias federais que atravessam o Estado foram 302 os óbitos e, como sempre, a BR-101, mormente no trecho Sul, cuja duplicação se eterniza, liderou a chacina, seguida pelas BRs 282 e 470. Nas estradas sob jurisdição estadual, o aumento do morticínio foi ainda maior, passando de 127 mortes no primeiro semestre de 2010 para 177 de janeiro a junho do ano em curso, um crescimento de 28%. A rodovia SC-301, que liga São Bento do Sul a São Francisco do Sul, foi a mais violenta.
Com fria eloquência, os números contabilizados pela Polícia Rodoviária Federal (PRF) e a Polícia Militar Rodoviária (PMR) confirmam a triste fama do trânsito catarinense de ser um dos mais perigosos do país, e reafirmam que, em não menos de 94% dos casos, a matança deve-se à imprudência e irresponsabilidade dos motoristas que trafegam pelas estradas e as vias urbanas do Estado. As principais infrações, segundo os dados divulgados no final de semana, são o excesso de velocidade (não raro até 50% a mais do que a máxima permitida) e as ultrapassagens proibidas ou forçadas. Isso diz tudo, e sublinha uma generalizada falta de educação para o trânsito.
Nas vias urbanas, o índice se manteve estável graças à fiscalização mais presente, e também, não menos importante, ao número cada vez maior de fotossensores nas ruas – que muita gente combate alegando que servem apenas para arrecadar multas e engordar o erário. No entanto, esses equipamentos eletrônicos já disseram a que vieram e justificaram o investimento mesmo que tenham preservado uma vida apenas.
Há sempre que advertir que a impunidade do infrator e a leniência com que a lei o trata estimulam os delitos de trânsito. Até quando? É uma pergunta ainda sem resposta.

Oito morreram nas estradas do Estado

No acidente mais grave, carro e caminhão bateram e caíram em ribanceira. Acidentes de trânsito mataram oito pessoas em rodovias estaduais e federais de SC neste fim de semana. No mais grave deles três pessoas morreram e outras duas ficaram feridas em Santa Cecília, Meio-Oeste. Era pouco antes das 8h de ontem quando um Gol bateu de frente em um caminhão na BR-116. De acordo com a Polícia Rodoviária Federal (PRF), o carro teria invadido a pista contrária e batido no caminhão, que transportava placas de granito. Com o impacto, os veículos caíram em uma ribanceira de cerca de 30 metros. O motorista do carro, Edevaldo Fernandes Prestes, 27 anos, e o passageiro Deividi Antunes Lins, 17 anos, morreram no local. As placas de granito esmagaram a cabine do caminhão e o motorista Vanes Fernandes de Salles, 55, também morreu.
Fonte: Diário Catarinense

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