Capivari de Baixo, 14.8.10 – A queda de braço entre o Departamento Nacional de Infra-estrutura de Transportes (Dnit) e o consórcio responsável pelas obras de duplicação na BR-101, no trecho entre Capivari de Baixo e Laguna, no Sul do Estado, terminou ontem. Como já é de praxe, as vencedoras são as empreiteiras.
Há três semanas a Blokos Engenharia, responsável pelo lote 25, está com as obras paradas. Esta é a segunda vez que ela tira da rodovia máquinas e homens. O motivo é o mesmo: dificuldades financeiras. Uma reunião realizada quarta-feira à noite, em Brasília, estipulou mais duas semanas de prazo para a retomada dos trabalhos. Caso isso não aconteça, uma nova audiência irá discutir a substituição da empreiteira.
No encontro, representantes do consórcio Blokos-Araguaia-Emparsaco apresentaram à diretoria-geral do Dnit documentos e garantias. No final das contas pesou o fator que menos causaria problemas graves para o órgão federal.
Segundo a assessoria de imprensa da autarquia federal, se fosse tomada uma decisão mais enérgica o consórcio poderia ser dispensado, o que representaria entraves burocráticos que poderiam deixar o lote 25 sem receber um único centímetro de asfalto durante um ano.
Ontem, o canteiro no trecho entre Laguna e Capivari de Baixo estava abandonado e a presença de máquinas se limitava a 10 veículos, entre máquinas e caminhões, estacionados próximos à área de terraplanagem da localidade do km 37.
Os desvios criados para possibilitar a construção dos elevados e acessos às comunidades, como no km 37, são alvo de críticas dos moradores. A insegurança gerada pela alta velocidade dos veículos é o maior problema.
Motoristas reclamam das filas e congestionamentos
O comerciante Sérgio Luiz Fernandes, 46 anos, observa que poucos motoristas se preocupam com as casas localizadas próximas da pista e com os pedestres que circulam nas precárias calçadas.
Para os motoristas o maior inconveniente são as filas ou a lentidão causados pelos desvios e, principalmente, pela falta de obras no trevo de acesso a Capivari de Baixo, onde a antiga rótula permanece intocável. Fonte: Diário Catarinense – 13.8.10