Florianópolis, 20.4.10 – O senador Raimundo Colombo e o ex-secretário estadual da Fazenda, Antônio Gavazzoni, fizeram uma visita à Fetrancesc na noite de segunda-feira, recebidos pelo presidente da Fetrancesc, Pedro Lopes. Eles também participaram da reunião da diretoria e de conselheiros da entidade. Lopes expôs ao parlamentar sobre o trabalho realizado pela Fetrancesc especialmente na garantia de direitos do setor e na busca de melhoria da infraestrutura de transporte e no trabalho para encontrar soluções de mobilidade urbana.
O presidente reclamou da demora no andamento dos processos de recuperação e ampliação de rodovias tão importantes como a BR-470, a BR-280 e a BR-282, porque significam perdas para o transporte.Segundo ele, a 470 é a verdadeira rodovia por onde se movimenta a economia catarinense. No entanto, o projeto de duplicação não acontece e, em sua opinião, deveria ser estendido de Navegantes a Rio do Sul e uma duplicação na passagem da Serra da Santinha. O presidente disse que é necessário que as rodovias federais que ficam dentro do Estado deveriam ser estadualizadas e a partir disso encontrar uma saída para a duplicação.
Explicou que o fato da Fetrancesc estar atuando na questão da mobilidade urbana com sugestões inclusive se deve ao fato, entre outros, de a primeira medida sempre é retirar os caminhões das áreas urbanas para dar espaço aos carros de passeio. Como se os veículos de carga não tivessem um papel fundamental para a sociedade.Para ele, a questão da melhoria da mobilidade deve passar por outras medidas eficientes e que atendam a todos. Citou o exemplo do terminal rodoviário de Florianópolis, que poderia ser transferido para o Continente e até mesmo o Aeroporto Hercílio Luz e o terminal de carga aérea deveria ser construído na área continental e o terminal atual funcionar apenas para voos charters e locais, pois está num local de dificílimo acesso. Também destacou que o pedágio de Santa Catarina só é diferenciado graças ao trabalho da Fetrancesc que, através de estudos e propostas de modelo de pedágio, provou que seria possível ter um valor mais baixo aos cobrados no restante do país. Hoje, segundo dados do DNIT repassados a Lopes, pelo menos 12% do tráfego das rodovias federais catarinenses são de veículos de carga do Rio Grande do Sul para portos de Santa Catarina, porque economizam no pedágio superior a R$ 6,00 por eixo.
O senador Colombo aproveitou para falar sobre questões voltadas à sociedade catarinense que defende no congresso nacional como o fim da cobrança de INSS dos aposentados, projeto de sua autoria. Disse ainda, que o Brasil precisa se focar em quatro pontos cruciais para mudar o atual quadro de crise de valores e da falta de ética.
Para ele isso passa pela recuperação da confiança dos brasileiros na classe política e nas instituições, com reforma política, com voto distrital e implantação de um modelo de ficha limpa a partir de condenação em segunda instância. Um segundo item, defende ele, é mudar o modelo de gestão pública federal, estadual e municipal. O que existe hoje está esgotado, tudo é impeditivo e o servidor deve ter como missão, ajudar e ser eficiente na sua função, acredita o senador. Outra questão é governar com as pessoas. E por fim, as decisões devem ter um componente técnico, porque há muitos equívocos e muitos desperdícios nas decisões.
Depois de ouvir o presidente da Fetrancesc falar que não é contra as ferrovias, mas contra um modelo que não seja de integração de modais, Colombo afirmou que solicitou uma análise dos dois projetos previstos para Santa Catarina ao consultor Eliezer Batista e que a resposta foi de que um deles o que ligaria o Oeste ao Litoral seria completamente inviável pelas características do traçado e o tipo de carga. O único traçado que poderia ocorrer seria do Sul do Estado para o porto de Imbituba.
Conselho de Representantes reúne-se em Florianópolis
Na manhã desta terça-feira, o Conselho de Representantes da Fetrancesc esteve reunido na sede da Federação, em Florianópolis e tratou de uma extensa pauta sobre questões do transporte. Um dos assuntos em pauta foi o trabalho que a Federação e os Sindicatos deverão fazer para facilitar às empresas na recuperação de créditos por ocasião de recolhimento de INSS nos casos de auxílio doença e acidente de trabalho.
O presidente da Federação aproveitou para comunicar que Lages e Concórdia ganharão um Sest Senat – categoria C, que é uma unidade intermediária entre um Centro Assistencial e Profissional Integrado dos Trabalhadores em Transporte (Capit) classe B um Posto de Atendimento ao Trabalhador na estrada (Patê), já aprovado pelo Conselho Nacional do Sest Senat. Com isso, outras unidades serão instaladas em outros municípios catarinenses, Dionísio Cerqueira, Caçador e Tubarão.
Lopes anunciou que em algumas semanas será apresentado o projeto do Sest Senat Blumenau uma unidade Capit. E que no dia 6 de maio haverá evento em Chapecó, que marcará o primeiro aniversário do Sest Senat Chapecó, com reunião do Conselho de Representante e do Regional do Sest Senat e dos gestores do Sest Senat. A Fetrancesc deve enviar à Agência Nacional de Transporte Terrestre (ANTT) o projeto de construção do Centro de Apoio ao Transporte de Produtos Perigosos, em Itajaí, o primeiro do país.
Já houve um debate sobre o modelo com a participante de representantes da concessionária da Rodovia, a OHL/Autopista Litoral Sul, da ANTT e de órgãos que atuam na área de produtos perigosos. Agora a proposta vai ser analisada pela Agência, pois está prevista no contrato de concessão, mas sem definição de modelo, custos e gestão.
No encontro dos conselheiros, foi tratado ainda sobre o andamento da elaboração das propostas de convenções coletivas dos Sindicatos, da necessidade de instalação das balanças nas rodovias para o controle de peso das cargas, evitando o desgaste das rodovias e ainda uma nova rodada para tratar da redefinição das bases territoriais dos sindicatos. Além de um projeto para facilitar a comunicação sobre multas dos veículos em várias regiões do país.
Ainda no final da manhã, o deputado Renato Hinnig, esteve na Fetrancesc e falou sobre as propostas que tramitam na Assembléia Legislativa e do trabalho que realizou como parlamentar. Fonte: Imprensa Fetrancesc





