Presidente da Fetrancesc e diretores participam de X Seminário do TRC, em Brasília

Presidente da Fetrancesc e diretores participam de X Seminário do TRC, em Brasília

 Brasília, 10.6.10 – O presidente da Fetrancesc, Pedro Lopes, o diretor, Osmar Ricardo Labes, o vice-presidente do Setcom, Tarcísio Vizzotto e o assessor jurídico, Luiz Ernesto Raymundi, participaram ontem, durante todo o dia, no auditório Nereu Ramos da Câmara Federal do X Seminário Brasileiro do Transporte Rodoviário de Cargas, organizado pela CVT (Comissão de Viação e Transportes) com apoio da NTC&Logística e da Fenatac.
Lopes considerou graves os números apresentados no evento sobre o roubo de cargas. Segundo ele em Santa Catarina, a preocupação maior está na Região Norte do Estado tem havido mais ocorrências. Segundo o  coronel Paulo Roberto de Souza, assessor de segurança da NTC&Logística, abordou o problema apresentando dados consistentes, baseados na pesquisa divulgada pela NTC na semana passada. O estudo apontou que, em 2009, o Brasil registrou 13.500 ocorrências de roubo de cargas, totalizando um prejuízo de R$900 milhões, 10% a mais com relação ao ano anterior, que foi de 12.400 e R$ 805 milhões, respectivamente. Desse total 57% ocorrem num raio de 250 quilômetros da capital São Paulo, 20,49% são subtraídas no Rio de Janeiro e 7,93% foram roubados no Sul.
Além desse assunto de dados os transportadores também trataram da polêmica “Lei Negromonte”, que criou o Sistema Nacional de Prevenção, Fiscalização e Repressão ao Furto e Roubo de Veículos e Cargas, mas permanece sem regulamentação. “Devemos mobilizar a sociedade para regulamentar e implantar a Lei Negromonte o quanto antes, pois seus benefícios ajudariam a todos”, ressaltou o deputado Negromonte, autor da lei.
O deputado aproveitou a ocasião para reforçar que o momento de mudar essa situação é agora. “É necessário que cada um faça sua parte para modificar essa realidade, pois esse é um problema de todos”, enfatizou Negromonte, quando falou sobre a sua luta para regulamentar o projeto.
Os debatedores apresentaram suas opiniões no final da apresentação. Para Roberto Mira, o debate de hoje serve para alertar sobre a importância de gerenciar, de forma concreta, o problema do roubo de cargas no País. “A nossa intenção é agir em cima das pendências apresentadas”, declarou.
“A Lei necessita de recursos governamentais para ser regulamentada. Precisamos trabalhar de forma integrada para melhorar a situação do setor”, concluiu o coronel Souza.
Infraestrutura rodoviária é o tema do segundo painel do X Seminário do TRC. Na segunda parte do Rodoviário de Cargas, organizado pela Comissão de Viação e Transportes da Câmara dos Deputados (CVT), com apoio da NTC&Logística e da Fenatac, os participantes retomaram suas atividades debatendo a infraestrutura necessária para superar os gargalos do transporte rodoviário de cargas.
As discussões tiveram início com o deputado Milton Monti, presidente da CVT, agradecendo a presença de todos. Na ocasião, foram abordados assuntos como o Plano Nacional de Logística e Transportes (PNLT), o plano de logística da CNT e os modelos de concessões rodoviárias.
Na bancada, estavam o deputado Leonardo Quintão, membro da CVT; Marcelo Perrupato e Silva, secretário de política nacional de Transportes de Ministério dos Transportes; Bruno Batista, diretor-executivo da CNT; Moacyr Servilha Duarte, diretor presidente da ABCR (Associação Brasileira de Concessionárias de Rodovias); e Maurício Muniz, coordenador adjunto do PAC. O deputado Carlos Zaratti, membro da CVT; Geraldo Vianna, diretor da CNT e coordenador do Grupo Paritário de Transportes – GPT da NTC; e José Hélio Fernandes, vice-presidente da NTC e presidente da FENATAC; participaram como debatedores convidados Participantes do painel de infraestrutura rodoviária No início dos debates, Muniz falou sobre o diferencial que o PAC (Programa de Aceleração do Crescimento) oferece para melhorar a situação das rodovias do País, se comparado aos outros planos elaborados pelo governo federal. “Temos que encarar a situação do País com objetividade, mas é impossível não perceber que nossa gestão já melhorou bastante”, explicou. Debatedores falam sobre o PAC Perrupato aprofundou o tema infraestrutura logística revelando as ações necessárias para melhorar a malha rodoviária federal, ressaltando a importância da intermodalidade para o crescimento do País, por meio de todos os acessos terrestres. “Em função do perfil das novas condições e diretrizes que o País nos oferece, devemos dar continuidade ao processo de concessão e recuperação das rodovias com um planejamento de integração dos modais”. E complementa: “Desta forma, trabalharemos em paralelo para que o Brasil se torne a 5° economia do mundo”, declara.
Segundo Bruno Batista, que discorreu sobre o plano logístico da CNT, as rodovias federais brasileiras precisam de mais de R$ 180 bilhões em investimentos para poder dar conta das necessidades atuais. “Precisamos investir de forma maciça na infraestrutura rodoviária. Porém, perdemos o dinamismo nessa luta por conta das deficiências estruturais”, relatou.

De acordo com Geraldo Vianna, o PAC é o projeto que demonstra, de forma surpreendente, como o setor avançou. “Temos a certeza de que estamos encontrando um caminho para o desenvolvimento sustentável do setor, praticando a discussão de forma mais madura, o que já é um avanço. Hoje não precisamos mais demonstrar a importância do investimento nas estradas para a melhoria econômica no País. Estamos a caminho de um futuro promissor”, concluiu. Fonte: Imprensa NTC/Imprensa Fetrancesc
Correção: foi acrescentado ao texto: o vice-presidente do Setcom, Tarcísio Vizzotto

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