PRF: Sindicato denuncia postos precários

PRF: Sindicato denuncia postos precários

Florianópolis, 26.4.11 – Falta de iluminação, banheiros inacabados, cadeiras rasgadas, falta de pisos e problemas até nos sistemas hidráulicos. Essa é a situação flagrada em alguns postos da Polícia Rodoviária Federal (PRF) em Santa Catarina.
A denúncia foi feita pelo Sindicato dos Policiais Rodoviários Federais do Estado (Sinprf-SC), que fotografou as péssimas condições de alguns locais. Os postos de Paulo Lopes, Tubarão, Araranguá, Campos Novos e Lages apresentaram deficiência. Em nota, a PRF rebateu as informações e as imagens divulgadas, ontem, em reportagem do Jornal do Almoço, da RBS TV.
De acordo com a nota divulgada pela PRF, as unidades de Paulo Lopes, Tubarão e Araranguá, na BR-101, serão demolidas e realocadas após o término das obras de duplicação da rodovia. Depois disso, os móveis serão renovados. O posto de Campos Novos, na BR-282, também será transferido para um outro ponto após estudo de adequação às necessidades da atual unidade. A denúncia também apontou problemas no sistema de serviço telefônico na unidade de Lages, na BR-282. A PRF disse que não há nenhuma deficiência nesse sentido.
A falta de efetivo é outro problema registrado nos posto da PRF no Estado. Segundo dados da própria polícia, o número de homens trabalhando caiu de 566 para 484 de 1995 para 2010. No mesmo período, a frota de carros subiu de 992 mil para 3,5 milhões, de acordo com números do Departamento Estadual de Trânsito (Detran).
– Isso gera o fechamento de alguns postos e prejudica o atendimento de ocorrências – aponta Paulo Sérgio Machado, vice-presidente do Sinprf-SC.
Em visita a Santa Catarina, na última sexta-feira, Maria Alice Souza, diretora-geral da PRF, reconheceu a carência no número de policiais e disse que desconhecia as condições precárias de alguns postos no Estado.
– Não só Santa Catarina está com falta de efetivo. Outros estados do país também. Estamos com um concurso aberto para amenizar essa situação. Sobre os postos, vamos tomar conhecimento e tomar as medidas necessárias. Fonte: Diário Catarinense

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