Professor da UFSC considera construção da quarta ponte em Florianópolis um paliativo

Professor da UFSC considera construção da quarta ponte em Florianópolis um paliativo

Florianópolis, 2.6.11 – Para solucionar o problema da mobilidade urbana na Grande Florianópolis, é preciso que haja a consulta da população e que todas as ações sejam pensadas de forma integrada e a longo prazo, segundo o professor da Universidade Federal de Santa Catarina e membro do Grupo de Estudos da Mobilidade Urbana Sustentável (Gmurb), Lino Peres.
Sobre a proposta do governo estadual que está em pauta atualmente — a construção da quarta ponte em Florianópolis, ligando a ilha ao continente — o estudioso afirma ser favorável à iniciativa, porém defende a implementação de outras ações paralelamente. Ele fez uma analogia para explicar sua posição:
— A quarta ponte é como uma ponte de safena, que alivia, mas não resolve o problema. Defendo o diagnóstico a fundo, o Governo tem dado o remédio sem consultar o médico — afirma.
A Ponte Norte, como é chamada, é uma medida que já vem sendo discutida há cerca de 20 anos pelo Governo do Estado, e é uma entre três ideias para a quarta ligação entre ilha e continente — as outras duas são a ponte entre pontes e o túnel submerso.
Clique e confira os principais projetos que já foram elaborados:
(http://www.clicrbs.com.br/rbs/image/11086006.jpg)
Para Peres, antes da elaboração de qualquer projeto, deve ser feito um estudo de Origem e Destino na Grande Florianópolis, para identificar as características dos deslocamentos da população. Ele afirma que as ações para a melhoria da mobilidade devem priorizar os pedestres e o transporte público de qualidade.
Assim, o professor sugere, como medida emergencial, a implantação de um corredor exclusivo para ônibus nos moldes BRT (Bus Rapid Transit), como existe hoje na capital paranaense Curitiba. O sistema possui estações que agilizam o embarque e desembarque, tecnologia informatizada e semáforos sincronizados com o tráfego dos ônibus.
Peres defende a realização de uma audiência pública, para que o meio acadêmico e a população em geral participem do debate sobre a mobilidade urbana na região.  
Fonte: Diário Catarinense

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