Relatório da PRF aponta pontos críticos das rodovias. Três são em SC

Relatório da PRF aponta pontos críticos das rodovias. Três são em SC

Em 2009, a Polícia Rodoviária Federal (PRF) registrou mais de 150 mil acidentes nas rodovias federais do país. 85.935 pessoas ficaram feridas e 7.029 perderam suas vidas.Um levantamento realizado pela instituição apontou os 15 trechos mais perigosos nas rodovias federais brasileiras, pontos em que foram registrados mais acidentes fatais. Os dados são referentes apenas a 20 quilômetros de extensão das rodovias citadas.
A BR 116, no Pará, ocupa o desonroso primeiro lugar nesse mapeamento. O trecho compreendido entre o km 0 e o km 20 da rodovia, no município de Ananindeua, é considerado o mais perigoso do país, apresentando 34 acidentes com vítimas fatais em 2009.
Santa Catarina também figura como destaque negativo nesse cenário. No ano passado, somente nas rodovias federais do Estado, foram registrados 17.836 acidentes, 11.034 feridos e um total de 561 mortes. Dos 15 trechos mais perigosos, três se encontram em território catarinense.
O trecho entre o km 120 e o km 140 da BR 101, entre Itajaí e Balneário Camboriú, é o segundo mais perigoso do Brasil. Em 2009, 24 acidentes com mortes foram registrados nesse local.
Infelizmente, o 3º trecho mais crítico das rodovias federais também é catarinense. Do km 200 ao km 220 da BR 101, entre os municípios de São José e Palhoça, em 2009 foram contabilizados 21 acidentes fatais. No fim do ranking, em 15ª colocada na pesquisa, mas também indicando o perigo do trânsito nas rodovias federais de Santa Catarina, encontra-se o trecho da BR 282 que liga Florianópolis a Palhoça. Nesse ponto, foram registrados 13 acidentes com morte.
Outro dado importante é que menos de 4,1% dos acidentes com óbitos foram causados por má conservação do veículo ou da rodovia. Normalmente esses defeitos geram apenas danos materiais. Assim, a maioria dos acidentes tem como principal responsável o próprio motorista. Os números também apontam que, ao contrário do que se pensa, 75,2% dos acidentes acontecem nas retas, onde o motorista se sente mais confiante para realizar manobras indevidas e cometer abusos na direção. Uma característica é comum entre os pontos críticos identificados em Santa Catarina: os trechos mais violentos estão situados em perímetros urbanos de cidades que se desenvolveram às margens das rodovias.
Por isso, sendo grande o número de pedestres transitando ao longo das rodovias federais, sobretudo pela existência de residências, escolas, comércio e indústrias, os atropelamentos respondem por parcela significativa dos acidentes fatais. O atropelamento é um tipo de acidente extremamente grave e que está diretamente relacionado à tentativa de travessia da via em local e momento inoportunos. O pedestre, muitas vezes por não levar em consideração de forma associada a velocidade de deslocamento e a distância do veículo, se coloca em condição que torna impossível a adoção de qualquer manobra defensiva por parte do motorista para evitar o atropelamento.
Outra modalidade de acidente muito grave é a colisão frontal. Na maioria esmagadora dos casos, esse tipo de desastre está ligado à realização de ultrapassagens indevidas. Neste ano, até 11 de fevereiro, 60 pessoas morreram vítimas de acidentes nas rodovias federais de Santa Catarina. 29 pessoas perderam suas vidas em colisões frontais (48%) e 11 em atropelamentos (18%). Com base nesses números, a PRF alerta para a necessidade de mudança de comportamento no trânsito, sendo indispensável uma postura responsável e prudente.

Fonte: Núcleo de Comunicação Social/PRF

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