Rodovias precisam de R$ 183,5 bilhões

Rodovias precisam de R$ 183,5 bilhões

 

São Paulo, 25.5.10 – A solução dos problemas de todas as rodovias federais brasileiras demandaria investimentos de R$ 183,5 bilhões, segundo levantamento do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) divulgado ontem. Deste total, R$ 144,18 bilhões deveriam ser direcionados a serviços de recuperação, adequação e duplicação.
Outros R$ 38,49 bilhões precisariam ser investidos na construção e pavimentação de pistas, e R$ 830 milhões para consertos e construção de equipamentos como pontes e viadutos.
O levantamento do Ipea demonstrou que, do total necessário para a reforma nas rodovias federais, o Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), do governo federal, só prevê investimentos equivalentes a 13%.
Separando por serviços, o maior gargalo dos investimentos está na área de recuperação, adequação e duplicação das rodovias.

Investimentos cresceram 290% entre 1999 e 2008

Dos R$ 144,18 bilhões que deveriam ser investidos nessa área, apenas R$ 9,75 bilhões estão contidos no PAC, o equivalente a 7%.
– O programa é um avanço em relação ao que vinha sendo feito antes, mas ainda insuficiente para solucionar a situação da malha rodoviária brasileira – disse o coordenador de infraestrutura econômica do Ipea, Carlos Alvares da Silva Campos Neto.
Segundo ele, as comparações foram feitas com a primeira versão do PAC. Campos ressaltou que entre os investimentos previstos no programa para rodovias, apenas 30% estão com o seu cronograma em dia.
– Os atrasos não se dão por falta de recursos, e sim por problemas administrativos, como licenciamento, falta de projeto e paralisações pelo Tribunal de Contas da União – disse.
Segundo o estudo do Ipea, entre 1999 e 2008 os investimentos públicos federais em rodovias cresceram 290%. Mas, mesmo assim, em 2008 ainda eram menos de 1% do Produto Interno Bruto (PIB).
Para o estudo, o Ipea informou ter se baseado em documentos oficiais como o próprio PAC, o Plano Nacional de Logística e Transportes (PNLT), elaborado pelo Ministério dos Transportes, as pesquisas rodoviárias da Confederação Nacional de Transporte (CNT) e entrevistas com agentes do setor privado. Fonte: Diário Catarinense



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