Florianópolis, 10.6.11 O número do furto e roubo de cargas teve um aumento em Santa Catarina. De acordo com registros da Delegacia Geral da Polícia Civil, ano passado de janeiro ate 9 de junho, foram registradas 190 ocorrências. Já neste ano, no mesmo período, o número subiu para mais de 280 casos, um crescimento de 50%. A informação foi dada na noite de ontem, quinta-feira, pelo presidente da Fetrancesc, Pedro Lopes, no programa Conversas Cruzadas da TVCOM, sobre segurança nas rodovias para motoristas, passageiros, cargas e veículos. O debate contou com a participação de representantes das policias rodoviárias estadual e federal e das empresas de transporte de passageiros. O assunto foi motivado pelos constantes assaltos a passageiros de ônibus que viajam para fazer compras.
Lopes disse que esses números não surpreenderam, porque estão acontecendo em todo o Brasil. Para ele, falta um sistema de inteligência e integração de todas as policias para combater esses crimes. Citou como um exemplo o estado de São Paulo, que conseguiu reduzir em 11% esses delitos com um trabalho de investigação e de prevenção especifico. E segundo ele, quando esse serviço precisou ser desativado, por um período, para obras, houve novamente aumento das ocorrências.. Isso demonstra que é necessário uma ação mais apropriada.
De acordo com as estatísticas da Delegacia Geral, os roubos e furtos estão concentrados em região de Itajaí, com 36 registros; Joinville, com 33 registros; Florianópolis, 20 casos e Chapecó, com 19. Mas há ocorrências na maioria dos municípios catarinenses. A preferência dos criminoso é por cargas diversas, de cigarros, derivados de petróleo, produtos químicos, veícuolos, eletrônicos, alimentícios, entre outros. Nâo foram repassadas informações sobre as quantidades, a investigação e quantos casos foram solucionados.
O presidente da Fetrancesc defende uma lei mais rigorosa contra os receptadores de mercadorias roubadas ou furtadas. “Deveríamos ter uma lei como existe na Argentina, que reduziu drasticamente esse crime. Lá, o estabelecimento que estiver vendendo produtos com registro de roubo ou furto, além da apreensão damercadoria, perderia o registro do estabelecimento”, disse Lopes. Para ele, o importante dos números de Santa Catarina é o que a polícia faz com eles, quais as apurações feitas, que informações sobre receptação existem e quantos casos são solucionados.
No final do ano passado, a Fetrancesc promoveu uma discussão sobre roubo de cargas devido às constantes ocorrências na região norte catarinense. Uma ação da Polícia Federal desbaratou quadrilhas na época. Mas existem ramificações que logo se estruturam em outros lugares, segundo Lopes. “Existe uma logística de ponta a ponta, ou seja, tem o grupo que rouba ou furta e o grupo que recepta esses produtos para vendê-lo,” finaliza ele. Fonte: Imprensa Fetrancesc
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