Florianópolis, 18.8.10 – A SC Parcerias publicou ontem edital de licitação para a escolha da empreiteira que deverá construir a Via Rápida em Criciúma, que vai ligar o Centro da cidade à BR-101, na localidade de Poço Oito, em Içara.
Ao contrário do planejado inicialmente, a obra não será feita com recursos de parceria público privada (PPP), mas da empresa do governo estadual. A concessão para a cobrança ou não de pedágio será decidida após o término da construção.
O presidente da SC Parcerias, Gerson Berti, explica que havia insegurança dos investidores em potencial no processo, que previa a concessão para a construção da obra e administração do pedágio. Além disso, ele afirma que a empresa tem fluxo de caixa para construir a rodovia. Assim, o debate sobre a concessão para administrar a estrada foi adiado para depois das eleições.
– O projeto está maduro, todas as licenças ambientais estão em ordem, assim como os estudos de impacto e a avaliação do Tribunal de Contas, até porque é época de eleições. Quando concluída, ou até mesmo durante os trabalhos, será analisada a viabilidade da concessão – esclarece Berti.
A abertura do edital para avaliar as propostas está prevista para outubro. Depois, em até 90 dias, haverá tempo para recursos e a assinatura de contrato para a obra ser iniciada. A provável data de início é 2011.
A previsão de conclusão da obra é de dois anos, ao custo de aproximadamente R$ 64 milhões para construir 11 quilômetros de rodovia duplicada, oito viadutos e passagens de nível.
– O valor inicial era de R$ 80 milhões, mas agora não tem mais a praça de pedágio e o projeto teve os cálculos revistos, por isso a redução no orçamento – justifica Berti.
Ainda faltam pagar indenizações
Mais de 70% das desapropriações de terrenos estão concluídas. De acordo com o engenheiro da SC Parcerias Guilherme Medeiros, estão em trâmite jurídico os pagamentos de indenizações do Bairro Ana Maria, em Criciúma. A expectativa é de que a decisão saia quando a licitação for concluída.
Cerca de oito famílias ocupam 300 metros da futura rodovia. A manicure Jussara Accordi, 42 anos, e Nilvânia Cruz, 34, reclamam que o dinheiro de indenização está depositado em juízo e até hoje não foi liberado.
– A gente não sabe mais o que é verdade ou mentira – diz Jussara. Fonte: Diário Catarinense