Florianópolis, 93.11 – Santa Catarina foi o estado da região Sul que mais registrou mortes em estradas durante o feriado de Carnaval. Somados os casos de rodovias estaduais e federais, foram pelo menos 40 vítimas, mais que o Rio Grande do Sul e o Paraná juntos. O superintendente da Polícia Rodoviária Federal (PRF) no Estado, inspetor Luiz Ademar Paes, declarou que o acidente de Descanso inflou os números.
Ele lembrou que o Estado foi o segundo do país em mortes nas rodovias federais no ano passado, com 11 casos. O inspetor acredita que a tragédia de sábado, que fez o número saltar para 31, fará de Santa Catarina o primeiro em 2011 no País. Paes esclareceu que a morte no hospital não entra nas estatísticas da PRF que só contabiliza quem é vítima na pista ou a caminho de internação.
Sozinho, o Estado representou 18,6% das mortes em estradas federais ocorridas no Brasil até terça. Significa que de cada cinco vítimas, uma perdeu a vida nas rodovias que cortam Santa Catarina. O superintendente da PRF disse ainda que houve 259 acidentes, que deixaram 151 pessoas feridas.
Volta para casa complicada no Sul e Grande Florianópolis
A chuva atrapalhou o último dia de praia e também complicou a volta para casa. A PRF informou que, sem o sol, o movimento nas estradas se intensificou no começo da tarde. Por volta das 15h30min, foi muito carro para pouca estrada na BR-101 e filas se formaram no Sul e na Grande Florianópolis. No trecho que passa por Laguna, foram registrados até 15 quilômetros de congestionamento. Em Palhoça, a fila chegou a 20 quilômetros.
O tráfego também foi intenso em Balneário Camboriú e cidades próximas, e nas imediações de Joinville. Os veículos andaram em velocidades baixas, mas não chegaram a parar na pista. O plantão da PRF informou que, nas primeiras horas da noite, as filas diminuíram em todos os pontos da BR-101, e o movimento permaneceu intenso em Palhoça e Laguna até as 22h30min.
A PRF montou um esquema para aumentar o patrulhamento da rodovia mais movimentada do Estado. Integrantes do Núcleo de Operações Especiais e o Corpo de Motos tiveram os turnos alterados. Com o reforço, o patrulhamento foi rigoroso. Em Palhoça, foram tantos carros parados que em alguns momentos todos os policiais rodoviários estavam notificando um infrator. Por causa do volume de trabalho, somente os dados dos motoristas eram coletados e o lançamento no sistema foi realizado mais tarde. A irregularidade mais comum era de carros trafegando pela parte pronta da duplicação da BR-101, mas que ainda não está liberada para o uso. Fonte: diario.com.br
Tacógrafo pode ajudar a entender acidente com 27 mortos na BR-282 em SC
A principal pista para entender o que provocou o acidente entre um ônibus e um caminhão bitrem na BR-282, que causou a morte de 27 pessoas, pode estar em um pequeno aparelho circular com três agulhas de pontas de safira obrigatório em veículos que transportam carga.
O tacógrafo é um equipamento que faz o registro instantâneo e inalterável da velocidade, tempo e distância percorrida por um veículo em seu deslocamento. O tacógrafo do caminhão bitrem foi encaminhado ao Instituto Geral de Perícias (IGP).
Conforme o Código de Trânsito Brasileiro, o equipamento é obrigatório em veículos de transporte coletivo, escolar e em caminhões que transportam carga. Basicamente, existem dois tipos de tacógrafos: mecânicos ou eletrônicos com registros diários ou semanais.
Como o instrumento detecta os picos mínimos e máximos da velocidade percorrida pelo tempo, os peritos poderão descobrir, por exemplo, se o limite de velocidade foi respeitado e por quantas horas o motorista dirigia ininterruptamente.
O procedimento padrão nos casos de acidentes nas rodovias é que a Polícia Rodoviária Federal (PRF), encarregada por fazer a perícia preliminar no local, recolha o tacógrafo dos veículos envolvidos para depois encaminhá-lo à Polícia Civil.
Com o inquérito instaurado, a Polícia Civil solicita informações adicionais ao IGP. Pela gravidade do acidente na BR-282, agentes da Polícia Civil também auxiliaram na perícia no local. O tacógrafo da carreta que pertencia ao motorista Fernando Zanetti Furtado, 29 anos, foi encaminhado ao IGP para contribuir nas investigações.
– Na busca pelas causas do acidente, a investigação se municia de vários fatores que podem indicar os motivos, como as características de amassamento dos veículos e o relato de testemunhas. A análise do disco do tacógrafo é um instrumento adicional que pode elucidar a forma como tudo aconteceu. Com o resultado da perícia, poderemos saber se o motorista dirigia por mais tempo que o normal e se estaria, pelo tempo de direção, a muitas horas sem dormir – disse o porta-voz da Polícia Rodoviária Federal, Leandro Andrade. O resultado da perícia leva, em média, 30 dias. Fonte: Diário Catarinense