Sest Senat da região Sul quer defender ações para preservar e ampliar a qualidade dos seus serviços

Sest Senat da região Sul quer defender ações para preservar e ampliar a qualidade dos seus serviços

Bento Gonçalves (RS), 22.3.11 – O Sest Senat da Região Sul do Brasil vai defender algumas ações nas unidades da instituição para que o modelo de atendimento social e de aprendizagem do transporte possa preservar e ampliar a qualidade dos seus serviços. É a principal conclusão do Encontro do Sest Senat da Região Sul, realizado no sábado à tarde, 19 de março, em Bento Gonçalves. A reunião teve a participação dos presidentes dos Conselhos Regionais do Rio Grande do Sul, Paulo Caleffi, de Santa Catarina, Pedro Lopes, do Paraná, Marco Antônio Gulin, conselheiros, diretores e gerentes das unidades dos três estados. Além dos representantes do Conselho Nacional, o presidente da Federação dos Caminhoneiros do Rio Grande do Sul Eder Dal´Lago e da na Federação dos Taxistas e Transportadores Autônomos de Passageiros do Estado do Rio Grande do Sul- Fecavergs, Moacir da Silva.
Numa reunião preparatória, diretores e gerentes fizeram uma avaliação dos principais pontos em comum entre as unidades, que no encontro foram apresentados por um representante de cada estado em nome das três unidades da Federação. Pelo Paraná, fez a exposição sobre investimentos, o diretor do Sest Senat de Ponta Grossa, Francisco Valério Júnior; por Santa Catarina falou sobre manutenção, a diretora do Sest Senat Florianópolis, Patrícia Ferreira e pelo Rio Grande do Sul, o diretor da unidade de Pelotas, Roger Lange, que tratou da questão pessoal.

Caleffi solicitou a todos que fizessem um projeto com as sugestões e as propostas de melhorias e depois será transformado em um projeto único para ser apresentado ao presidente do Conselho Nacional do Sest Senat, Clésio Andrade. Pedro Lopes afirmou que foram pontuadas questões comuns nas quais os gestores das unidades têm mais dificuldades em encontrar soluções. Mas para ele, um trabalho conjunto levado ao presidente Andrade é muito diferente de repassá-lo a um funcionário do Sest Senat em Brasília. -O encontro nos permitiu fazer uma avaliação com os três estados do Sul, com todos os dirigentes e os conselheiros que integram o conselho nacional. O que Brasília precisa conhecer, levado pelos conselheiros ao presidente do conselho nacional, o que é bem diferente de levar a um funcionário ou outro funcionário da direção central do Sest Senat.
Para Caleffi, o evento serviu para detectar que as dificuldades enfrentadas, como a necessidade de ampliar a formação profissional, são comum. E essa discussão lança foco para mudanças.
-Está em jogo o futuro da entidade do Sest Senat. Nós precisamos preservar aquilo que nós conquistamos nesses 15 anos. Nós viemos aqui para estudar a preservação da entidade, a qualidade dos nossos serviços, e ouvindo de quem os executa. Nós do Conselho Nacional podemos sugerir as providências necessárias.
É uma demanda muito grande por parte dos empresários por qualificação e formação profissional. Nós somos responsáveis por isso. Viemos estudar fórmulas necessárias para isso, para atender a clientela para a qual nós somos credenciados. Gulin disse que a oportunidade de conhecer a realidade dos outros estados e comparar com o que é feito no Paraná contribui para a fortalecer a instituição.
 Uma parte da reunião foi tomada para apresentação de cases criados pelas próprias unidades com parcerias e que são destaque tanto na inovação que traz para a unidade e quanto a estar atento às exigências do transporte e da sociedade. Mas que alguns segmentos vinculados ao transporte deveriam dar apoio na tarefa de formação e qualificação de mão-de-obra.
– Podemos ver a evolução do processo, o que tem de bom, cada um fazendo sua parte, procuram aprimorar e inovar nas unidades e integrados na sociedade. E nos deu uma visão bem clara de que nós precisamos divulgar mais perante a sociedade aquilo que nós fazemos. Somos condenados a preparar o motorista, que não está preparado nas estradas e se envolve em acidentes. Não é isso, nós temos um  trabalho de treinamento, mas precisamos de parcerias, montadoras de caminhões, o setor fabricante precisa entender que deve estar junto, defende Lopes.
O gerente da unidade de Concórdia, Deiler Knapmann, mostrou a implantação das unidades avançadas, os custos e os resultados. Segundo ele, o modelo pode ser considerado um sucesso, porque apresenta um custo baixo, porque conta com apoio de sindicatos, de associações ou até mesmo do poder público e tem abrangência significativa. As unidades avançadas oferecem cursos e atendimento odontológico.A primeira começou em Iporã do Oeste e hoje são nove em todo o estado, o que permite ampliar o atendimento ao transportador. Mas é um modelo que precisa ser aprovado pelo Conselho Nacional, afirma o presidente do Conselho em Santa Catarina, Pedro Lopes.
-É preciso entender que do outro lado, o transportador, o empresário contribui mensalmente com 2,5% da Folha de Pagamento para o Sest Senat  e isso precisa ser aplicado no investimento para as empresas. Se for só nas unidades,  10 cidades em Santa Catarina, por exemplo, é pouco. Precisa avançar para os locais onde tem transportadores.
Lopes defende a ideia pelo baixo custo de implantação e de manutenção.
-Os postos avançados são uma estrutura menor alcançando novas cidades, novas regiões. Hoje uma unidade B chega a um investimento de R$ 18 milhões, a C em torno de R$ 8 a R$ 10 milhões e uma D em torno de R$ 100 mil. Muitas vezes com R$ 25  mil é possível fazer um posto com apoio das unidades no Estado e em parceria com sindicatos e associações e podemos alcançar um número maior de transportadores.
Santa Catarina apresentou um segundo case, a Transitolândia uma modelo de minicidade implantada no Sest Senat Floriaópolis, aproveitando corredores e calçadas que foram transformados em ruas com sinalização horizontal e vertical, semáforo e bicicletas e motocas elétricas. E simula uma cenas de trânsito diárias usada para educar crianças e jovens no trânsito. A apresentação foi feita pela diretora, Patrícia Ferreira, que ressaltou que só foi possível colocar a ideia em prática porque contou com a parceria na doação de tinta, dos veículos e de outros materiais, além do pessoal para fazer a sinalização.
-A resposta é positiva, pois desde a inauguração em setembro de 209 foram treinadas 1.272 crianças de 21 escolas, algumas delas de municípios da Grande Florianópolis, que nós além da aula de trânsito, ajudamos com lanches.
De Porto Alegre foi apresentado o Programa de Qualificação e Segurança no Trânsito para Motociclistas interligado com o detran gaúcho, que ganhou adesão dos profissionais, por ser uma exigência da lei. Do Paraná, foi mostrado o Projeto Motorista Especializado, um curso feito em parceria com uma montadora de veículos. A apresentação foi feita por Rodrigo Batiston, da unidade do Sest Senat de Vitorino, no Paraná. Segundo ele, no início não foi fácil angariar o apoio dos empresários e dos motoristas,mas a persistência mudou a situação e hoje virou referência no Paraná. Ganhou ainda uma versão para motorista de ônibus.
Os presidentes dos Conselhos Regionais solicitaram cópias desses projetos para análise em suas unidades. Além disso, decidiram que depois de levar o tema ao Conselho Nacional, deve ocorrer um encontro regional.Fonte: imprensa Fetrancesc. Fotos: divulgação

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